Sting e Michael J. Fox se unem no palco pela cura do Parkinson

Sting e Michael J. Fox se unem no palco pela cura do Parkinson

Depois de brilhar no cinema e na televisão, ainda muito jovem, com filmes inesquecíveis como a trilogia “De Volta para o Futuro”, o ator canadense-americano Michael J. Fox precisou se aposentar muito cedo. Em 1991, aos 29 anos, ele foi diagnosticado com o mal de Parkinson. Seguiu atuando por alguns anos, mas os problemas motores provocados pela doença, como a rigidez dos membros do corpo e da face, o levaram a anunciar seu afastamento das câmeras no ano 2000 (ele ainda fez algumas participações especiais depois disso).

Mas seu grande foco foi para o trabalho à frente da Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research, a organização que fundou para financiar pesquisas para encontrar uma cura para a doença. Sempre usando muito bom-humor e otimismo, o ator se tornou uma voz mundial representando aqueles que sofrem com ela.

Autor de quatro livros, em que fala francamente sobre sua vida – medos, barreiras e esperanças -, aos 60 anos, ele continua lutando arduamente para angariar mais recursos para estudos científicos e tratamentos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Recentemente, a fundação de Michael J. Fox chegou a um marco surpreendente: a arrecadação de US$ 1,5 bilhão para programas de pesquisas. Para celebrar o feito, foi realizada uma festa em Nova York, uma noite de gala, que também é fonte de doações.

Depois de dois anos sem ser promovido por causa da pandemia da covid-19, o #FoxGala contou este ano com uma apresentação especial: o cantor Sting e Michael, tocando juntos no palco.

A cena foi registrada apenas em fotos, mas não em vídeo.
Mas certamente é uma imagem memorável.

Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa relacionada à idade mais comum depois do Alzheimer. Estima-se que entre 7 e 10 milhões de pessoas em todo o mundo tenham a enfermidade. Os homens têm 1,5 vez mais probabilidade de desenvolvê-la do que as mulheres.

Uma das grandes promessas da medicina são os chamados biomarcadores, indicadores que poderiam ser usados para a realização do diagnóstico precoce de doenças. “Se pudermos encontrar maneiras de identificar antes que seja evidente, se pudermos pegar uma mecha de cabelo e fazer o diagnóstico, poderemos tratá-las profilaticamente e talvez você não a contraia”, acredita Michael J. Fox.

O que o ator tem certeza mesmo é que, como sempre diz, só irá parar de lutar quando houver uma cura para o Parkinson.

Fotos: divulgação Michael J. Fox Foundation

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.