PUBLICIDADE

“Sonho em ver a Declaração Universal dos Direitos Humanos como lei no mundo”, diz o músico britânico Roger Waters à Lula

Em seu primeiro dia de retorno ao Palácio do Planalto, depois da cirurgia, hoje, 23/10, o presidente Lula recebeu o músico britânico Roger Waters, de 80 anos, ex-líder da banda Pink Floyd, que está em turnê no Brasil.

Desde 2022 ele vem se apresentando em diversos países com a turnê This is Not a Drill, que marcará sua despedida dos palcos em nosso país. O primeiro show será em Brasília, amanhã, 24 de outubro.

“Tivemos a honra de receber o vocalista e compositor Roger Waters, no Palácio do Planalto”, escreveu o presidente no Instagram. “Artista histórico, vocalista da banda britânica Pink Floyd, Roger é voz na defesa dos direitos humanos, sempre com letras que refletem uma posição crítica às forças de opressão de povos pelo mundo”. 

PUBLICIDADE

De acordo com a assessoria do governo, no encontro Roger Waters disse à Lula que “apenas falo para as pessoas a respeito dos seus sonhos, entre eles o de querer ver a Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita em Paris, em 1948, como lei no mundo”. 

Também estiveram presentes ao encontro: a primeira-dama Janja da Silva e o titã Paulo Miklos, que acompanhava o artista. 

Defensor da causa palestina 

Roger Waters é reconhecido por seu ativismo em favor dos direitos humanos. Não só nas letras das músicas que canta – quem não lembra de Another Brick in the Wall? -, como também em suas falas contra governos autoritários e a favor da sustentabilidade do planeta Terra, durante shows ou em entrevistas.

A última vez em que esteve em turnê (Us+Them) no Brasil foi em outubro de 2018, durante a semana em que aconteceria o segundo turno das eleições presidenciais. Bolsonaro era o favorito.

Os ânimos estavam acirrados e a violência corria solta. A disputa entre um candidato que defendia a democracia e os direitos sociais – Fernando Haddad, atual ministro da Economia – e outro, que defendia o autoritarismo e a falta de direitos, polarizou eleitores e também fãs de Waters.

Numa tela de projeção, durante o show, ele apresentou os nomes de líderes de extrema-direita, entre eles, Bolsonaro, que Waters chamou de fascista. Por isso, logo nos dois primeiros shows, em São Paulo, alguns desses fãs agrediram o artista com vaias e palavrões. E o mesmo se repetiu em outras cidades.

Desta vez, em entrevista à TV Globo, voltou a dizer que Bolsonaro é fascista “e continuo dizendo #elenão. Tentei visitar Lula na prisão em 2018, mas não me permitiram. Sinto que estou do lado certo da história e Lula também”.

Vale lembrar que o roqueiro é grande defensor da causa palestina, da criação do Estado palestino. Chegou a ser cobrado por grupos israelitas pelos posicionamentos contra o Estado de Israel. Certamente vai pedir pela ‘Palestina Livre’ em suas apresentações. 

No início do mês, lançou seu sétimo álbum solo – The dark side of the moon redux -, no qual relê o clássico da celebrada banda, que fundou em 1965 com Syd Barrett, Nick Mason e Richard Wright.

Na turnê, depois de Brasília, Roger Waters segue para o Rio de Janeiro (28/10), Porto Alegre (1/11), Curitiba (4/11), Belo Horizonte (8/11) e São Paulo (11/11). 

Foto (destaque): Ricardo Stuckert/PR

Comentários
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Notícias Relacionadas
Sobre o autor
PUBLICIDADE
Receba notícias por e-mail

Digite seu endereço eletrônico abaixo para receber notificações das novas publicações do Conexão Planeta.

  • PUBLICIDADE

    Mais lidas

    PUBLICIDADE