Site de turismo Booking.com não venderá mais passeios que envolvam exploração e interação com animais

Site de turismo Booking.com não venderá mais passeios que envolvam exploração e contato direto com animais

Nadar com golfinhos, tocar tigres, andar em elefantes. Práticas comuns no passado, mas que agora todos sabem que são prejudiciais à vida selvagem e na maioria das vezes, envolvem treinamentos que infligem sofrimento aos animais e estimulam o tráfico ilegal. E a indústria do turismo sempre ofertou esses tipos de atividades para seus consumidores. Todavia, já há alguns anos as empresas do setor decidiram rever sua posição. Em 2016, a TripAdvisor anunciou que não para venderia mais pacotes turísticos envolvendo contato com animais. Dois anos depois, a britânica Thomas Cook também se comprometeu a não comercializar mais passeios a parques com orcas em cativeiro. E desde o começo de outubro último, a Booking.com também segue as mesmas diretrizes.

A plataforma digital da companhia com sede em Amsterdam, disponível em 43 línguas, oferece principalmente estadias em cerca de 28 milhões de hoteis, pousadas e casas para aluguel, mas também passeios e pacotes turísticos. Desde 2018 a empresa começou a trabalhar em parceria com a Proteção Animal Mundial para alinhar seus padrões de sustentabilidade.

E desde o mês passado a Booking.com que está comprometida em proteger mamíferos marinhos (incluindo golfinhos, morsas, leões marinhos, baleias e botos), elefantes, ursos, grandes felinos (leões, tigres, leopardos e chitas), orangotangos e outros primatas, preguiças, aves de rapina e répteis. Segundo um comunicado oficial, a companhia não trabalhará com parceiros que oferecem ou promovem qualquer uma das seguintes atividades:

– Interação direta com animais selvagens das espécies acimas;
– Apresentações de animais, shows e circos envolvendo animais selvagens dessas espécies;
– Lutas de animais de qualquer tipo (por exemplo, lutas de ursos, luta de crocodilos / crocodilos, brigas de galos, touradas);
– Corridas de animais de qualquer tipo (por exemplo, corridas de cavalos, corridas de galgos, corridas de avestruzes, rodeios, pólo de elefantes);
– Caça de troféus e caça enlatada;
– Passeios de animais selvagens (por exemplo, passeios de elefante, passeio de avestruz);
– Visitas a aquários com baleias e golfinhos em cativeiro;
– Visitas a instalações onde animais selvagens são criados propositadamente para produzir produtos comerciais, incluindo – mas não se limitando a – fazendas de crocodilos, fazendas de café de algália, fazendas de bile de urso, fazendas de tartarugas, fazendas de tigres e fazendas de cobras;
– Visitas a locais onde os turistas podem comprar produtos provenientes de animais selvagens (por exemplo, cascos de tartaruga, carne de tartaruga, peles de cobra, cabeças de crocodilo).

A Booking.com ressalta ainda que mais medidas podem ser implementadas pela proteção dos animais. “Continuaremos aprendendo e monitorando e, à medida que entendermos mais, adaptaremos e expandiremos nossa política ainda mais, se necessário. Também nos certificaremos de que nossos parceiros entendam nossas diretrizes e, com sorte, veremos mais deles implementando seus próprios padrões de bem-estar animal”, diz a empresa.

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Foto: reprodução Facebook World Animal Protection

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Um comentário em “Site de turismo Booking.com não venderá mais passeios que envolvam exploração e interação com animais

  • 5 de novembro de 2021 em 7:35 AM
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    Já não era sem tempo. Alguns turistas são insaciáveis no quesito “aproveitar o máximo” e, quando exageram no entusiasmo e no exibicionismo, animais pagam o pato e a vaca vai pro brejo.

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