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“Sinto o coração batendo mais forte”, diz Faustão que, agora, quer ajudar a transformar o Brasil no maior doador de órgãos do mundo

“Sinto o coração batendo mais forte. É algo único! E estou me sentindo ótimo”, disse o apresentador Fausto Silva, o Faustão, hoje, em uma de suas primeiras entrevistas ao colunista Lucas Pasin, do UOL, após o transplante de coração no último domingo.

“Tiveram que tirar um monte de entulho de dentro de mim, e colocaram um coração novo, de um garotão de 35 anos. É algo que me faz sentir muito vivo”, declarou. 

Ao ser questionado sobre o primeiro pensamento que lhe veio à mente ao acordar da cirurgia, ele revelou que sentiu que sua missão, agora, é a de motivar a doação de órgãos e ajudar a transformar o Brasil no maior doador do mundo

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“Importante vocês saberem que estou aqui muito emocionado. A recuperação é fantástica. Agora é motivar todos a fazerem do país o primeiro doador de órgãos do mundo. Temos que conscientizar. Não tem que ser obrigatório. Mas todo mundo tem que falar isso!”. E completou:

“O Brasil tem que ser o primeiro lugar do mundo! Tem que existir mais projetos. Precisamos fazer alguma coisa para melhorar isso, e pensarmos nos próximos. Precisamos usar a fé na doação. Se eu não tivesse fé, não estaria vivo. Faz só três dias! Ontem, parecia que eu estava num dia normal da minha vida: sentei, andei, conversei”.

Faustão também destacou sua gratidão aos médicos e ao SUS – Sistema Único de Saúde, sem o qual seria impossível realizar operações dessa magnitude e com total excelência no Brasil. 

“Só tenho a agradecer aos meus médicos e ao SUS. Tudo isso também é graças ao SUS. Não é porque eu tenho dinheiro que estou bem. Tudo isso que fiz também é feito no SUS, e isso precisa ser valorizado. É importante que todos se informem sobre, e essa será, agora, a minha missão”.

Devido à desinformação e ao trabalho de difamação do SUS por parcela da sociedade, realizado há anos, Faustão chegou a ser acusado de “furar fila” para conseguir o coração antes de outros doentes que esperam há mais tempo. 

A autorização da família

Diferente de outros países – como nos EUA em que um coração custa mais de R$ 8 milhões! -, a doação de órgãos está centralizada no SUS e, por isso, ninguém paga por um órgão em nosso país. Não importa se a pessoa é rica ou pobre.

O SNT – Sistema Nacional de Transplantes é a estrutura do Ministério da Saúde responsável por regulamentar, controlar e monitorar o processo de doação e transplantes no Brasil. E o procedimento tem como base legal a Lei dos Transplantes (9.434/1997) e o decreto 9.175/2017.

A gravidade de seu caso (este é um dos critérios estabelecidos pelo SUS para o recebimento de um órgão) foi determinante para que Faustão fosse inserido numa lista (não há fila no sistema!) de onze pessoas, em segundo lugar.

O coração de Fábio Cordeiro da Silva, de 35 anos, só não foi transplantado para o primeiro receptor porque a equipe médica que o acompanha renunciou ao órgão por razões clínicas do paciente, talvez gripe, febre ou qualquer outra situação. 

Tudo deve combinar entre doador e receptor: o tamanho do órgão, o tipo sanguíneo, a faixa etária (órgão infantil ou adulto), entre outros aspectos. 

Fábio era um jovem atleta de 35 anos que sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e faleceu. Ele tinha o mesmo tipo sanguíneo de Faustão – B – e morava na Baixada Santista, em São Paulo.

Graças à eficiência do SUS, depois de 23 dias internado, Faustão recebeu o novo coração. E vale destacar, aqui também, que, em geral, ninguém no Brasil espera tanto tempo por um órgão. Mas isso depende da oferta e, aqui, o grande determinante é a decisão da família pela doação.

Não basta quem faleceu desejar, em vida, que seus órgãos sejam utilizados para salvar pessoas. Mesmo que deixe uma autodeclaração de doadora, a família precisa autorizar, como fez a de Fábio, abreviando a aflição de Faustão e de sua família, e dando-lhe uma nova chance de viver. Mas a realidade é entre 30% e 40% das famílias não permite a retirada dos órgãos.

‘Faustão do meu coração’

Ontem à noite, o boletim médico do Hospital Albert Einstein informou que Faustão estava “muito disposto” e que sua recuperação evoluía bem. Além disso, sua comunicação estava normal, “a função cardíaca, normalizada” e já havia iniciado as sessões de fisioterapia. 

Hoje, tanto em seu perfil oficial como no que sua esposa, Luciana Cardoso, criou no Instagram para contar histórias sobre doação de órgãos e incentivadores os brasileiros a doarem  – Faustão do Meu Coração -, o apresentador agradeceu o carinho dos fãs e a decisão da família de Fábio, autorizando a doação: em especial a José Pereira da Silva, seu pai, Wellison, seu irmão e à Jaqueline, viúva (veja o vídeo no final deste post).

“Essas pessoas mais humildes, na hora que eu precisei, me deram um coração novo. Eu nunca vou esquecer. E espero um dia encontra-los para poder dizer isso pessoalmente”. 

Aumento das doações 

O caso de Faustão provocou muitas manifestações de compaixão e de amor pelo apresentador, o que levou a um aumento considerável de doações, segundo centrais estaduais de transplantes. 

Essa “onda” também foi resultado da campanha realizada pela emissora Band – ‘Doe Órgãos, Doe Vida’ -, onde ele faz seu programa. Mas ainda não há dados oficiais, já que os índices são fechados mensalmente. 

Ainda não há dados oficiais, já que os índices são fechados mensalmente. A coordenadora espera que o debate sobre o tema no país traga bons resultados para campanhas de doações.

À coluna de Carlos Madeiro, do UOL, Daniela Salomão, coordenadora do SNT – Sistema Nacional de Transplantes, declarou-se otimista. “Temos visto muitas pessoas tirarem dúvidas, fazerem perguntas e se interessando. E os estados já têm nos informado sobre um número maior de notificações e doações”.

Além disso, como o Dia do Doador é celebrado em 27 de setembro com programas de conscientização do Ministério da Saúde, ela acredita que os índices devem permanecer positivos.

Esta efeméride seria uma grande oportunidade para o governo lançar uma linda campanha de doação de órgãos com Faustão, aproveitando sua intenção de colaborar para que o Brasil se torne o primeiro país doador do mundo.

Vale destacar que, antes do transplante do apresentador, o Brasil realizou 21 mil transplantes diversos, sendo 88% pelo SUS. Só em 2023, foram mais de 200 transplantes cardíacos e destes, 72 pacientes estavam há menos de 30 dias no cadastro de espera, como no caso do apresentador. 

O caso de Faustão, uma personalidade popular muito amada, tem trazido muitos esclarecimentos aos brasileiros e poderá se transformar num marco da doação de órgãos no Brasil, a partir de seu empenho em ajudar a disseminar a importância e a urgência de as famílias doarem órgãos de seus entes queridos para salvar vidas.

A seguir, assista à gravação de Fausto Silva publicada em suas redes sociais:

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Foto: reprodução do vídeo

Fontes: colunas de Carlos Madeiro e Lucas Pasin, no UOL, G1, perfis do Faustão

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