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Sem ser vista por quase 100 anos, espécie de magnólia é redescoberta em florestas do Haiti

Sem ser vista por quase 100 anos, espécie de magnólia é redescoberta em florestas do Haiti

Uma das nações mais pobres do continente americano, o Haiti sofre não apenas com desastres naturais, mas com uma grave instabilidade social, política e econômica. Em 2010, um terremoto de proporções catastróficas matou cerca de 300 mil haitianos e cidades ficaram em ruínas. Pouco mais de uma década depois, em meados de 2021, um outro tremor de terra deixou mais vítimas e destruição pela ilha. Somado a isso, todos os anos furacões que passam pelo Caribe atingem o país e no ano passado o presidente Jovenel Moïse foi assassinado.

Com aproximadamente 11 milhões de habitantes, o Haiti tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo: 0,51. A população sofre com a falta de alimentos e a violência. Por isso mesmo, é óbvio que existam pouquíssimos recursos disponíveis para a proteção do meio ambiente e a conservação da biodiversidade.

Mas um projeto realizado pelo Haiti National Trust, em parceria com a organização internacional Re:wild, traz um pouco de esperança para um cenário de tanta tristeza. Uma expedição de pesquisadores que percorria as florestas das montanhas de Massif du Nord reencontrou uma espécie de magnólia que não era observada há 97 anos.

“As chances de encontrar essa árvore eram de uma em um milhão, considerando que restam poucas florestas do Haiti”, diz Eladio Fernandez, líder da expedição e diretor de comunicações do Haiti National Trust. “Esta redescoberta serve como um farol de esperança para a biodiversidade do Haiti. Apesar do estado desolador das florestas degradadas do país, elas ainda abrigam espécies como essa que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo, nos dando a oportunidade de salvá-las.”

A magnólia em questão, a Magnolia emarginata, foi descrita pela primeira vez em 1925. E desde 2015 era considerada pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) criticamente ameaçada de extinção, uma categoria anterior a quando se declara a extinção oficial na natureza.

Na ilha de Hispaniola, no Caribe, que é compartilhada pela República Dominicana e pelo Haiti, há cinco espécies de magnólias endêmicas dali, ou seja, não existem em nenhum outro lugar do planeta.

A expedição foi realizada em junho, época da florada das magnólias, e assim, os pesquisadores previam que existiria uma maior chance de redescobri-la. Foram registradas mais de 15 árvores adultas, com flores, e outras mais jovens, com pouco mais de 1 metro de altura.

O próximo passo será a coleta de sementes da árvores, durante o outono, para que elas possam ser plantadas em viveiros e futuramente, implementado um projeto de plantio de mudas nas montanhas.

*Com informações e entrevistas do site Good News Network

Foto de abertura: Eladio Fernandez

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MANACE VERTUS
MANACE VERTUS
1 ano atrás

Suzano Camargo, o Haiti sofre bastante. Eu sou haitiano, eu moro em São Paulo. O país tem o seu próprio destino. Se tento de te explicar, talvez você não vai entender. Tudo que está acontecendo, que já aconteceu e que acontecerá no Haïti, já foi escrito.no momento em que estou digitando o texto, o país está em uma tristeza. Tá faltando tudo praticamente. E na verdade, haverá mais coisas ruins daqui para a frente. Tudo isso tem que acontecer. Más, depois de tudo, virá o momento que DEUS nós prometia. O mundo inteiro terá o grande prazer de visitar o país. Ele será visto pelo todo o Mundo.

RITA DE CASSIA
RITA DE CASSIA
6 meses atrás

Oi Suzana achei seu texto devido a minha pesquisa desta flor magnólia , fiz uma caminhada no ano passado aqui na minha região Bauru sp e fotografei uma flor muito parecida hoje fui pesquisar no Google, era flor de uma árvore grande muito linda não pude pegar pq esta um pouco alta .

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