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Seis novas espécies de rãs são descobertas em florestas amazônicas do Equador

Seis novas espécies de rãs são descobertas em florestas amazônicas do Equador

Não uma, mas seis novas espécies de rãs foram descobertas em florestas no alto das montanhas da Cordilheira dos Andes da Amazônia equatoriana. As “rãs de chuva“, como foram descritas, pertencem ao gênero Pristimantis (Strabomantidae), e têm como habitat os Parques Nacionais de Llanganates e Sangay.

Foram necessários quatro anos de trabalho de campo, coleta de indivíduos e análises morfológicas e de DNA para que três pesquisadores da Pontificia Universidad Católica del Ecuador e do Instituto Nacional de Biodiversidad (INABIO) conseguissem descrever as novas espécies. Elas foram batizadas com os nomes científicos de Pristimantis tamia, anaiae, glendae, kunam, resistenciavenegasi.

A escolha de “resistencia” é uma homenagem aos ambientalistas e ativistas latino-americanos mortos nas últimas décadas na defesa da natureza. Em 2021, países da região representaram 3/4 do total de assassinatos no mundo todo. A maioria dos crimes ocorreu na Amazônia, segundo o relatório da organização Global Witness (leia mais aqui).

O gênero Pristimantis é o que possui mais espécies entre os vertebrados terrestres, com mais de 569 espécies distribuídas desde o leste de Honduras e Panamá, passando pelo Andes e Bolívia até o norte da Argentina e o Brasil.

Por desenvolver-se diretamente através de ovos terrestres e não de girinos, estas espécies não dependem de corpos d’água para sua reprodução, portanto, cientistas suspeitam que este possa ser um dos motivos que explicam sua grande diversidade.

Seis novas espécies de rãs são descobertas em florestas amazônicas do Equador

Uma das seis rãs recém-descritas

A região de florestas tropicais da Cordilheira dos Andes, no Equador, é considerada um dos maiores ‘hotspots’ de biodiversidade do planeta. Lá já foram registradas mais de 1 mil espécies de anfíbios e mais da metade delas é endêmica, ou seja, só existe ali e em nenhum outro lugar do mundo.

O artigo científico com a descrição das novas espécies pode ser acessado neste link.

*Com informações do Ministerio del Ambiente, Agua y Transición Ecológica do Ecuador e CNN Internacional

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Foto de abertura: divulgação/Puce-Bioweb

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