Roma amanhece com centenas de pássaros mortos após queima de fogos de artifício na celebração de Ano Novo

Roma amanhece com centenas de pássaros mortos após queima de fogos de artifício na celebração de Ano Novo

A imagem de um tapete de estorninhos mortos chocou os internautas nas redes sociais. O registro do massacre foi feito na área ao redor da estação Termini, da via Cavour à piazza Esedra e à via Nazionale, em Roma, conforme informação de mídias italianas.

A queima de fogos de artifício na comemoração do Revéillon teria desencadeado a morte dos pássaros. A suspeita é que alguns se chocaram e outros podem ter morrido de infarto.

“Eles colidiram entre si por medo e desorientação devido às explosões dos fogos de artifício”. É esta a principal hipótese levantada pela Associação Lipu – Liga Italiana de Proteção de Aves, sobre a mortandade de aves na véspera de Ano Novo em Roma, conforme informação extraída da Agência Itália.

“São poucos os sobreviventes. Infelizmente a técnica de explosões para causar desorientação é muito utilizada, principalmente por caçadores. Os pássaros dormem nas árvores e, aos primeiros ruídos suspeitos, ficam agitados. O medo os faz perder a concentração e isso os leva a bater uns nos outros ou na parede, afirma a associação.

Existe uma portaria proibindo o uso de fogos de artifício em Roma, como ocorre em muitas cidades aqui do Brasil também. Porém, há desrespeito à legislação. Somente a proibição da produção de fogos de artifício é que seria eficaz para evitar seu uso de uma vez por todas. 

O fato ocorrido em Roma nos faz questionar novamente a necessidade de empregarmos esse tipo de artefato em celebrações. O impacto negativo deles é evidente na vida dos seres vulneráveis, não apenas animais, mas também, humanos.

Com o barulho dos fogos de artifício muitos animais apresentam ansiedade, vômitos, medo, convulsões e taquicardia. E existem aqueles que acabam se acidentando e morrendo quando tentam a fuga pelo desespero aos ruídos ensurdecedores.

Muitas aves acabam ainda abandonando seus ninhos e os filhotes morrem de fome.

O barulho também é péssimo para populações de idosos, enfermos e autistas, que sofrem com ele.

Todo mundo tem direito à diversão, desde que não faça mal ao próximo. Precisamos aprender a respeitar quem habita conosco o planeta.

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Foto: reprodução Facebook Enrico Rizzi

Fernanda Tripode

Formada em Direito pela Universidade Braz Cubas, é advogada em São Paulo. Apoia o ativismo jurídico pelos Direitos Animais e as causas ambientais. Ama os animais e adora viajar

4 comentários em “Roma amanhece com centenas de pássaros mortos após queima de fogos de artifício na celebração de Ano Novo

  • 3 de janeiro de 2021 em 9:54 AM
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    Um Feliz Ano Novo às avessas para os assassinos de pássaros. Para o que priorizaram as comemorações ao invés do respeito às sagradas leis da natureza. Não merecem ser atendidas, as suas preces por saúde e prosperidade porque roubaram a paz de outros viventes. Não chorem agora por cima dos cadáveres dos inocentes. Não chorem agora pelos bebês que morreram de fome nos ninhos, sem entender porque suas mães não voltaram. Vocês as mataram. Não chorem agora porque começaram o Ano Novo muito mal, trazendo desgraça para os outros. Agora é tarde. Aves mortas não voam nem cantam. Vocês as calaram.

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  • 3 de janeiro de 2021 em 5:29 PM
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    Ser humano cada vez mais desprezivel. Independe da nacionalidade !

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  • 4 de janeiro de 2021 em 3:32 AM
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    Bom dia… sou historiador. Libere a photografia dos pássaros mortos em Roma.
    Ficaria imensamente agradecido se encaminha-se a mim talvez…
    É- nos um documento importante pra história natural.

    Marcelo Portuária (Facebook)
    marceloportuária@yahoo.com.br
    Atenciosamente, 04/III/2020
    Rio Cascalho/Br

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    • 4 de janeiro de 2021 em 1:59 PM
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      Marcelo,
      A foto utilizada na reportagem foi reproduzida da página do Facebook do italiano Enrico Rizzi, conforme creditamos no final do texto. Ela não é nossa, então não podemos liberar seu uso, apenas o autor dela. Na verdade, é a reprodução de um vídeo.
      Abraço,
      Suzana

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