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Rio Grande do Sul é terceiro estado com casos de gripe aviária: cisnes apareceram mortos em área de conservação

Rio Grande do Sul é terceiro estado do país a ter casos de gripe aviária: cisnes apareceram mortos em área de conservação

O Ministério da Agricultura e Pecuária e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirmaram na segunda-feira (29/05) que foram registrados os primeiros casos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), a gripe aviária, no Rio Grande do Sul, o terceiro estado brasileiro a detectar a presença da doença.

Mais de 30 aves da espécie Cygnus melancoryphus (nome popular cisne-de-pescoço-preto) foram encontradas mortas e doentes na Estação Ecológica do Taim, no sul gaúcho. O local foi interditado para visitação. Equipes do parque recolheram as carcaças para reduzir a possível circulação do vírus e evitar a contaminação de outras aves ou mamíferos, que se alimentam das mesmas.

O vírus da gripe aviária é altamente contagioso. Poucos dias após a contaminação, os sintomas já ficam visíveis, como paralisia e inchaço de partes do corpo, e vários órgãos param de funcionar. O sistema neurológico é comprometido e os animais começam a apresentar tremores. A taxa de mortalidade chega a 90%.

As aves migratórias, principalmente as aquáticas, são apontadas como as principais responsáveis pela transmissão do vírus da gripe HPAIV (atualmente o que mais circula é a cepa H5N1). Quando comem ou entram em contato com pássaros doentes, outros animais também são infectados.

Na semana passada, o governo federal declarou emergência zoossanitária no país. Aves silvestres contaminadas já foram encontradas também no Espírito Santo e Rio de Janeiro. A medida inclui a suspensão de torneios, feiras e exposições com aglomerações de aves e criação ao ar livre sem telas. Foi criado também um Centro de Operações de Emergência para coordenar ações nacionais.

Há poucos dias o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, se reuniram para traçar estratégias conjuntas para enfrentar o surto da gripe aviária no Brasil. Desde 2022, países da Europa e dos Estados Unidos registraram um recorde no número de casos. A crise atual já é considerada a maior pandemia de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).

Rio Grande do Sul é terceiro estado do país a ter casos de gripe aviária: cisnes apareceram mortos em área de conservação

Locais onde já foram registrados casos da gripe aviária
(Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária)

Gripe aviária: recomendações à população

– Apesar de rara, pode haver a transmissão da influenza aviária para o homem, por meio do contato direto com aves doentes ou mortas ou ainda por água e objetos contaminados; 

– Não toque ou recolha aves suspeitas, doentes ou mortas;

– Apesar de rara, pode haver a transmissão da influenza aviária para o homem, por meio do contato direto com aves doentes ou mortas ou ainda por água e objetos contaminados; 

– O Brasil continua livre de influenza aviária na criação comercial e mantém seu status de livre de influenza aviária, exportando seus produtos para consumo de forma segura. O consumo de carne e ovos se mantém seguro no país;

– Se notar uma ave com sintomas como tremor, andar cambaleante ou dificuldade respiratória, comunique às autoridades ambientais de sua cidade ou o Serviço Veterinário Oficial, por meio dos contatos disponíveis aqui e/ou pelo e-Sisbravet.

Orientações a produtores

  1. Intensificar as medidas de biosseguridade
  2. Proibir terminantemente qualquer tipo de visita às unidades de produção
  3. Conferir cercamento de núcleo e telamento de galpão
  4. Manter o portão de acesso da propriedade fechado
  5. Desinfecção de veículos em pleno funcionamento
  6. Desinfecção de materiais que acessem a granja
  7. Uso de roupas e calçados exclusivos no acesso à granja
  8. Pedilúvio no acesso aos núcleos e aos galpões
  9. Realização de vazio sanitário
  10. Cuidados com a ração
  11. Cuidados com a água (fonte de qualidade, tratamento, reservatórios íntegros e cobertos)
  12. Controle de pragas
  13. Treinamento de equipe
  14. Restringir criação de aves pelos funcionários
  15. Evitar visitas em locais com aves silvestres
  16. Ausência de outras aves na propriedade
  17. Se participou de evento relacionado ao setor, cumprir vazio sanitário de 72 horas
  18. Se participou de outro tipo troca de roupas e cumprir os protocolos de biosseguridade
  19. Entre outras ações, reforçando todas as medidas adotadas, conforme aInstrução Normativa do MAPA nº 56/2007.

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Foto de abertura: Esec Taim/ICMBio

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