PUBLICIDADE

Rayssa Leal é madrinha de projeto que prevê reflorestamento na Amazônia com plantio de 4.500 árvores

Rayssa Leal é madrinha de projeto que prevê reflorestamento na Amazônia com plantio de 4.500 árvores

Em 2021, com apenas 13 anos, a garra e o sorriso da skatista nascida na cidade de Imperatriz, no Maranhão, Rayssa Leal, conquistaram o coração dos brasileiros durante os Jogos Olímpicos de Tóquio. Ela se tornou a mais jovem medalhista olímpica do Brasil ao ganhar a prata no Japão. Desde então já subiu ao pódio diversas outras vezes em competições da Street League, a liga mundial de skate.

Chamada carinhosamente de Fadinha e muito querida por fãs ou não desse esporte, nada mais natural que ela fosse convidada para ser a madrinha de um projeto que acaba ser lançado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Batizada de Floresta Olímpica do Brasil, a iniciativa faz parte da Olympic Forest Network, uma rede que prevê a restauração de florestas por comitês olímpicos nacionais no mundo todo. Na Amazônia, mais especificamente nos municípios de Tefé e Alvarães, o objetivo é o reflorestamento de 6,3 hectares de vegetação, através do plantio de cerca de 4.500 árvores de espécies nativas.

Para o lançamento do projeto, Rayssa e outras atletas que participarão dos Jogos Olímpico em Paris, que começam no mês que vem, viajaram até a Amazônia, junto com representantes do Comitê Olímpico Brasileiro.

“Estou muito feliz de participar disso tudo. A gente precisa pensar cada vez mais em sustentabilidade, no nosso dia a dia mesmo. Me sinto honrada por estar aqui e plantar a primeira árvore da minha vida!”, disse a skatista, que também é a Embaixadora de Sustentabilidade do COB.

Nas áreas escolhidas para o projeto de reflorestamento – Bom Jesus da Ponta da Castanha e aldeia São Jorge da Ponta da Castanha, no Amazonas -, vivem populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Elas ficam localizadas dentro dos limites da Floresta Nacional de Tefé (FLONA). Entre as espécies selecionadas para o plantio estão justamente aquelas que podem ajudar na geração de renda para essas comunidades, como a castanha da Amazônia (Bertholletia excelsa) e o açaí (Euterpe oleracea).  

No ano passado, os moradores participaram de uma capacitação para aprender como fazer a coleta, o beneficiamento e o armazenamento das sementes, e também, para o processo efetivo de restauração.

Rayssa Leal ao lado de integrantes do COB e de uma das comunidades beneficiadas pelo projeto
Foto: Marina Ziehe / COB

Toda a ação de reflorestamento, assim como seu monitoramento, contará com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Segundo o COB, a iniciativa compensará a emissão de quatro mil toneladas de carbono (CO2) na atmosfera, gás apontado como o principal responsável pelo aquecimento global.

“Um projeto desse tipo no coração da Amazônia, dentro dessa área chamada de corredor ecológico da Amazônia Central, agrega a conservação da biodiversidade e valoriza a manutenção dos modos de vida das populações locais”, afirma Rafael Rabelo, biólogo pesquisador do Mamirauá e coordenador do projeto Floresta Olímpica do Brasil.

——————-

Agora o Conexão Planeta também tem um canal no WhatsApp. Acesse este link, inscreva-se, ative o sininho e receba as novidades direto no celular

Leia também:
Castanheira-do-Brasil: rainha soberana da Amazônia
Óleo de castanha: bom para o coração, o cérebro, a tireoide e o paladar
É do Amapá o primeiro e até agora único açaí certificado do mundo, que ajuda na geração de renda para centenas de famílias

Foto de abertura: Marina Ziehe / COB

Comentários
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Notícias Relacionadas
Sobre o autor
PUBLICIDADE
Receba notícias por e-mail

Digite seu endereço eletrônico abaixo para receber notificações das novas publicações do Conexão Planeta.

  • PUBLICIDADE

    Mais lidas

    PUBLICIDADE