Projeções na Torre de Londres, Inglaterra, pedem prisão de Bolsonaro e seu julgamento na Corte de Haia por negligência na gestão da pandemia

Projeções na Torre de Londres, Inglaterra, pedem prisão de Bolsonaro e seu julgamento na Corte de Haia por negligência na gestão da pandemia

No dia em que registramos mais de 500 mil brasileiros mortos por covid-19 – sábado, 19 de junho -, as ruas de mais de 400 cidades em todas as regiões do país foram palco de protestos contra Bolsonaro, que ganharam a hashtag #19J, ao lado do indefectível #ForaBolsonaro.

Mas esses protestos não se restringiram ao Brasil e brasileiros e estrangeiros em cidades da Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha também mostraram indignação e repúdio contra a gestão irresponsável e genocida do presidente brasileiro.

Em Londres, na Inglaterra, as manifestações aconteceram durante todo o dia. De manhã, pelas ruas da capital e, à noite, num dos cartões postais da cidade, a Torre de Londres. Nela, ativistas brasileiros se uniram ao grupo britânico Projections on Walls para projetar frases que pediam a prisão de Bolsonaro.

A escolha do local tem um motivo especial: do século XV ao XX, o local foi uma prisão.

Mortes, fome e desemprego

Projeções na Torre de Londres, Inglaterra, pedem prisão de Bolsonaro e seu julgamento na Corte de Haia por negligência na gestão da pandemia

Nas telas projetadas, seu rosto apareceu acompanhado de frases como Jail Bolsonaro e The Hague Bolsonaro, mas também de suas traduções para o português, além do clássico Fora Bolsonaro e do presidente como uma ‘variante brasileira’, numa referência a vírus: The Brazilian Variant.

Na primeira frase, a letra R, de Jair foi trocada por L, de Jail (prisão, prender) transformando a frase numa ordem: “Prenda Bolsonaro!”.

Na segunda, Hague alude à cidade de Haia, na Holanda (Hague, em inglês, ou Den Haag, em holandês), onde fica a sede da Corte Internacional ou Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga crimes de genocídio e massacres cometidos por governantes.

A expressão The Hague Bolsonaro sugere que o presidente do Brasil seja julgado internacionalmente devido á sua irresponsabilidade e descaso na gestão da pandemia – ele impediu a compra de vacinas e investiu em medicamentos sem comprovação científica! – e pelos impactos negativos dessa conduta sobre a população: mortes, fome, desemprego.

Mais de 500 mil mortes são evidências suficientes?

A variante brasileira: Bolsonaro é pior que o coronavírus!

Desde 2019, ano em que Bolsonaro assumiu a presidência, diversos grupos brasileiros têm registrado processos contra ele por “crimes contra a humanidade”. Um deles está sendo analisado, como contei aqui em dezembro de 2020, mas a acusação focar em “incitar o genocídio e promover ataques sistemáticos contra os povos indígenas do Brasil”.

O processo que acusa Bolsonaro de negligência no combate à pandemia, que reúne mais de um milhão de profissionais de saúde, movimentos sociais e entidades internacionais e foi registrado no TPI em julho de 2020, foi arquivado pela procuradoria dessa Corte, por falta de mais evidências.

Quando a denúncia foi feita, estávamos próximos de 90 mil óbitos, com mais de 2,4 milhões de casos diagnosticados e sem ministro da saúde. Que tal, agora, com mais de 500 mil mortos e um ministro que, apesar de médico, obedece ao presidente como o anterior, que era militar?

De acordo com o Consórcio de Veículos de Imprensa, ontem, 20/6, às 20h, os dados apontavam 501.918 óbitos e 17.926.393 casos.

Projeções na Torre de Londres, Inglaterra, pedem prisão de Bolsonaro e seu julgamento na Corte de Haia por negligência na gestão da pandemia
Projeções na Torre de Londres, Inglaterra, pedem prisão de Bolsonaro e seu julgamento na Corte de Haia por negligência na gestão da pandemia

Fotos: Reproduções de vídeo

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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