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Primeiro caso de gripe aviária é confirmado no litoral de São Paulo, quarto estado do país com registro da doença

Primeiro caso de gripe aviária é confirmado no litoral de São Paulo, quarto estado do país com registro da doença

Já são quatro os estados brasileiros com casos confirmados de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), a gripe aviária. Há poucos dias cisnes apareceram mortos  na Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul. Na segunda-feira, 05/06, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que foi registrada a primeira morte no estado de São Paulo. Uma ave silvestre da espécie Thalasseus maximus (trinta-réis-real) foi encontrada no município de Ubatuba, no litoral norte. 

Além de São Paulo e Rio Grande do Sul, aves no Espírito Santo e Rio de Janeiro também foram diagnosticadas com a gripe aviária.

Há poucas semanas o governo federal declarou emergência zoossanitária no país e criou um Centro de Operações de Emergência para coordenar ações nacionais, envolvendo os ministérios da Agricultura e Pecuária, do Meio Ambiente e da Saúde. 

Hoje uma medida provisória publicada no Diário Oficial da União abriu crédito extraordinário de R$ 200 milhões em favor do Ministério da Agricultura e Pecuária. Os recursos serão aplicados nas ações de enfrentamento à doença.

O dinheiro será utilizado para acelerar, por exemplo, a rápida identificação, testagem e cuidados sanitários dos casos suspeitos.

“O combate à gripe aviária é uma questão que merece a atenção de todos, pois o avanço da doença poderia impactar diversos setores do país. Essa medida vai nos dar mais segurança para o enfrentamento a esta crise sem maiores riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O vírus da gripe aviária é altamente contagioso. Poucos dias após a contaminação, os sintomas já ficam visíveis, como paralisia e inchaço de partes do corpo, e vários órgãos param de funcionar. O sistema neurológico é comprometido e os animais começam a apresentar tremores. A taxa de mortalidade chega a 90%.

As aves migratórias, principalmente as aquáticas, são apontadas como as principais responsáveis pela transmissão do vírus da gripe HPAIV (atualmente o que mais circula é a cepa H5N1). Quando comem ou entram em contato com pássaros doentes, outros animais também são infectados.

Gripe aviária: recomendações à população

– Apesar de rara, pode haver a transmissão da influenza aviária para o homem, por meio do contato direto com aves doentes ou mortas ou ainda por água e objetos contaminados; 

– Não toque ou recolha aves suspeitas, doentes ou mortas;

– Apesar de rara, pode haver a transmissão da influenza aviária para o homem, por meio do contato direto com aves doentes ou mortas ou ainda por água e objetos contaminados; 

– O Brasil continua livre de influenza aviária na criação comercial e mantém seu status de livre de influenza aviária, exportando seus produtos para consumo de forma segura. O consumo de carne e ovos se mantém seguro no país;

– Se notar uma ave com sintomas como tremor, andar cambaleante ou dificuldade respiratória, comunique às autoridades ambientais de sua cidade ou o Serviço Veterinário Oficial, por meio dos contatos disponíveis aqui e/ou pelo e-Sisbravet.

Orientações a produtores

  1. Intensificar as medidas de biosseguridade
  2. Proibir terminantemente qualquer tipo de visita às unidades de produção
  3. Conferir cercamento de núcleo e telamento de galpão
  4. Manter o portão de acesso da propriedade fechado
  5. Desinfecção de veículos em pleno funcionamento
  6. Desinfecção de materiais que acessem a granja
  7. Uso de roupas e calçados exclusivos no acesso à granja
  8. Pedilúvio no acesso aos núcleos e aos galpões
  9. Realização de vazio sanitário
  10. Cuidados com a ração
  11. Cuidados com a água (fonte de qualidade, tratamento, reservatórios íntegros e cobertos)
  12. Controle de pragas
  13. Treinamento de equipe
  14. Restringir criação de aves pelos funcionários
  15. Evitar visitas em locais com aves silvestres
  16. Ausência de outras aves na propriedade
  17. Se participou de evento relacionado ao setor, cumprir vazio sanitário de 72 horas
  18. Se participou de outro tipo troca de roupas e cumprir os protocolos de biosseguridade
  19. Entre outras ações, reforçando todas as medidas adotadas, conforme aInstrução Normativa do MAPA nº 56/2007.

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Foto de abertura: Cesar Augusto Chirosa/Wikimedia Commons

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