Presidente alemão ‘culpa’ mudanças climáticas pelas chuvas intensas no país

Presidente alemão ‘culpa’ mudanças climáticas pelas chuvas intensas no país

Atualizado em 18/7/2021
Número de mortos subiu para 189 e são milhares os desaparecidos.
A primeira-ministra, Angela Merkel, voltou ao país, visitou os lugares alagados e disse que país deve acelerar combate às mudanças climáticas. “É uma situação surreal e assustadora”, disse em entrevista coletiva. “Diria até que o idioma alemão tem dificuldade em encontrar palavras para descrever a devastação que foi causada”.

Abaixo, segue o texto
escrito em 16/7/2021.
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As últimas informações sobre as fortes chuvas que caem sobre a região oeste da Alemanha indicam que mais de 100 pessoas morreram e 1,3 mil estão desaparecidas.

Os estados da Renânia do Norte-Vestfália (onde está a maior parte dos desaparecidos), que fica a cerca de 40 km ao sul da cidade de Colônia, e Renânia-Palatinado são os mais atingidos.

A situação, bastante calamitosa, levou o presidente Frank-Walter Steinmeier a se pronunciar esta manhã, revelando-se “profundamente arrasado”.

Ele ‘acusou’ as mudanças climáticas pela tragédia e aproveitou para pedir o compromisso de todos os cidadãos na luta contra os eventos climáticos extremos. 

“Somente se nos comprometermos de forma resoluta com a luta contra as mudanças climáticas poderemos controlar condições meteorológicas extremas como as que vivemos atualmente”.

Foto: Dominiki Ketz/Greenpeace
Foto: Dominiki Ketz/Greenpeace

As chuvas também têm causado transtornos em outros países como França, Suíça, Holanda, Luxemburgo e Bélgica, mas com menos intensidade.

Angela Merkel se solidariza

Em visita oficial a Washington, nos Estados Unidos, a chanceler Angela Merkel declarou: “Estou chocada com a catástrofe que tantas pessoas nas áreas inundadas têm que suportar. “Minha solidariedade vai para os parentes dos mortos e desaparecidos. Incluo aqueles na Bélgica, em Luxemburgo e na Holanda”. 

“Também agradeço de coração aos muitos ajudantes incansáveis e trabalhadores de emergência”.

“Este é um dia que se caracteriza pelo medo, pelo desespero e pelo sofrimento, quando pequenos rios se transformaram em torrentes inundadas e devastadoras”, disse ela, que ainda destacou que a extensão total desta catástrofe “só será conhecida nos próximos dias”.

Após mais de 15 anos no poder, Merkel deixará o cargo em setembro deste ano. Esta é sua última viagem oficial aos Estados Unidos.

Agora, veja no vídeo abaixo, algumas cenas gravadas por um cidadão alemão, que reclama de Merkel e da política climática do país: “Com o aquecimento global, as temperaturas continuam subindo para novos valores de recorde. O que significa para o povo que o governo de Merkel colocou a proteção climática atrás dos interesses econômicos de curto prazo, e a população está sentindo isso de uma maneira mais dolorosa”.

Com informações do Greenpeace, G1

Fotos: Dominiki Ketz/Greenpeace

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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