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Polvo dumbo encanta pesquisadores numa das maiores reservas marinhas do planeta

A mais de 1,5 mil metros, polvo dumbo encanta pesquisadores numa das maiores reservas marinha do planeta

Ele parecia um fantasminha dançando em frente da câmera do robô subaquático Hercules. A pequena criatura é um polvo dumbo, flagrado a 1.682 metros de profundidade pela equipe de pesquisadores da expedição Ala ʻAumoana Kai Uli, realizada pela Ocean Exploration Trust.

“Parecendo “fantasmagórico” na frente da câmera do nosso ROV Hercules, avistamos este cefalópode pairando em um monte submarino no Monumento Nacional Marinho de Papahānaumokuākea. Veja como esta criatura das profundezas do mar paira delicadamente na frente de nossa câmera, lembrando-nos da beleza deste lugar especial”, compartilharam os cientistas pelas redes sociais.

O polvo dumbo recebe este nome por causa de suas barbatanas que parecem orelhas, e mais especificamente, as orelhas do famoso personagem da Disney, o elefantinho Dumbo.

Estima-se que existam cerca de 17 espécies do polvo do gênero Grimpoteuthis. Suas barbatanas são seu principal meio de locomoção onde vive, no fundo do mar.

Na gravação, o polvo dumbo aparece muito branco porque ele está refletindo as luzes do Hercules.

Durante todo o mês de setembro, uma equipe de cientistas internacionais, a bordo do navio Nautilus, está mapeando e estudando a biodiversidade do Monumento Nacional Marinho de Papahānaumokuākea, a maior área de proteção marinha dos Estados Unidos e a segunda maior do planeta.

Os cientistas acompanham ao vivo todas as imagens feitas pelo robô subaquático, operado remotamente, e transmitem simultaneamente as gravações.

Localizado no Oceano Pacífico, Papahānaumokuākea tem 1.500 milhão de km2 e compreende uma região ao norte do arquipélago do Havaí, onde estão situadas diversas ilhotas, atóis e recifes de corais, que são habitat de mais de 7 mil espécies.

Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, o Monumento Nacional Marinho de Papahānaumokuākea é lar de, além do polvo dumbo, baleias e tartarugas, algumas delas listadas como ameaçadas de extinção. Também presente na região está o ser marinho mais antigo do planeta, o coral negro, que vive até 4.500 anos. Vivem ainda no parque de proteção cerca de 14 milhões de aves marinhas, entre elas, quatro espécies somente encontradas lá.

No dialeto havaiano, o nome Papahānaumokuākea celebra a união de dois ancestrais: Papahānaumoku e Wākea. Segundo lendas locais, a primeria seria a Deusa Terra que teria dado à luz as ilhas do arquipélago e o segundo, era seu marido, o Deus do Céu.

Papahānaumokuākea é considerada uma área sagrada para os havaianos. Eles acreditam que nestas águas nasce toda a vida e após a morte, a elas os espíritos retornam. A tradição local diz ainda que através do mana (poder espiritual) do nome Papahānaumokuākea incentiva-se a abundância e as forças de procriação da terra, do mar e do ceu, e da mesma maneira, os havaianos esperam que seus valores culturais e espirituais continuem sendo preservados.

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Foto de abertura: reprodução vídeo EVNautilus

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