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Pesquisadores afirmam ter avistado ave tida como extinta há quase 80 anos: espécie que inspirou o famoso desenho Pica-pau

Pesquisadores afirmam ter avistado ave tida como extinta há quase 80 anos: espécie que inspirou o famoso desenho Pica-pau

No final do ano passado, o Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos anunciou que mais 23 espécies de animais e plantas estavam sendo declaradas extintas no país. Entre elas aparecia o Campephilus principalis, considerado o maior pica-pau americano e do mundo e inspiração para o personagem principal do desenho animado Pica-pau, muito popular na década de 50.

Listado já em 1967 como ameaçado de extinção, a última vez que se viu um indivíduo da espécie na natureza foi em 1944, há 78 anos, próximo a um rio, no estado da Louisiana. Até então, acreditava-se que o pica-pau-de-bico-de-marfim tinha desaparecido da vida selvagem devido à perda de habitat e também, por causa da caça ilegal. Imagens que restaram dele são poucas, como esta acima, de um animal empalhado num museu.

Todavia, nos últimos dias houve uma reviravolta nessa história. E na sua classificação como realmente extinto. Um grupo de pesquisadores afirma ter avistado, por diversas vezes, o famoso pica-pau. Em um artigo científico, que ainda aguarda revisão oficial, os cientistas apresentam registros fotográficos das observações da ave. “Os dados apresentados aqui não deixam dúvidas de que as múltiplas imagens e vídeos são as de um pica-pau-de-marfim”, asseguram.

Ao longo de dez anos, foram realizados estudos e expedições em florestas da Louisiana para tentar encontrar o pica-pau. Utilizando armadinhas fotográficas e drones, a equipe conseguiu flagrar indivíduos da espécie diversas vezes. Apesar das imagens aparecerem desfocadas ou nubladas, eles garantem que ele é o Campephilus principalis. ““Ele voou na minha frente e eu pude vê-lo por cerca de seis a oito segundos, o que foi bastante longo para um pica-pau de bico de marfim. Fiquei surpreso. Eu estava visivelmente tremendo depois. Você percebe que viu algo especial que poucas pessoas tiveram a oportunidade de ver”, disse Steve Latta, principal pesquisador do estudo, em entrevista ao jornal The Guardian.

“Acreditamos que nossas observações contribuem para uma compreensão mais clara de porquê tem sido tão difícil detectar o pica-pau-de-bico-de-marfim nos últimos 80 anos. Essas questões começam com a percepção errônea de que, se ainda existente, a espécie seria relativamente fácil de encontrar – uma percepção equivocada”, dizem os autores do artigo.

Os cientistas ressaltam que esforços de conservação precisam ser colocados em práticas para garantir a sobrevivência dos possíveis poucos indivíduos ainda presentes na natureza.

No passado, o pica-pau-de-marfim era comumente avistado em áreas de pântanos e florestas temperadas de coníferas do sul dos Estados Unidos e de Cuba. Com cerca de 50 cm de comprimento e 75 cm de envergadura, tem uma plumagem negra, uma listra branca ao longo do corpo e os machos apresentando uma crista vermelha no topo da cabeça.

A espécie vive no topo de árvores e se alimenta de frutas, sementes e larvas de insetos.

O macho do pica-pau-do-bico-de-marfim possui uma crista vermelha
(Ilustração: John James Audubon, Public domain, via Wikimedia Commons)

*Com informações do jornal The Guardian

Leia também:
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Imagens de abertura: wikimedia commons

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