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Paraná registra primeiros casos de gripe aviária em aves silvestres

Paraná registra primeiros casos de gripe aviária em aves silvestres

O Paraná acaba de se tornar o quinto estado brasileiro a registrar casos do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) – H5N1, a gripe aviária. Antes dele já havia confirmação de aves silvestres mortas ou doentes no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A informação foi divulgada pela plataforma online de consulta disponibilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

As aves com gripe aviária foram encontradas nos municípios de Pontal do Paraná e Antonina, no litoral do estado. Ambas eram da espécie Thalasseus maximus (trinta-réis-real).

As aves migratórias, principalmente as aquáticas, são apontadas como as principais responsáveis pela transmissão da doença.

Com as ocorrências do Paraná, agora já são 48 focos no país desde o começo de maio. Cada foco é uma unidade epidemiológica na qual foi confirmado pelo menos um caso de gripe aviária.

Atualmente há outras nove investigações em andamento como possível suspeita de contaminação, entre elas, uma envolvendo uma galinha, no estado do Amazonas. Até agora não houve nenhum registro de ave doméstica infectada.

Além do trinta-réis-real, as demais espécies que foram achadas mortas ou doentes são: Thalasseus acuflavidus (trinta-réis-de-bando), Sula leucogaster (atobá-pardo), Sterna hirundo (trinta-réis-boreal), Megascops choliba (corujinha-do-mato), Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto), Chroicocephalus cirrocephalus (gaivota-de-cabeça-cinza), Fregata magnificens (fragata) e Nannopterum brasilianum (biguá). 

A gripe aviária

O vírus H5N1, que provoca a gripe aviária, é altamente contagioso. Poucos dias após a contaminação, os sintomas já ficam visíveis, como paralisia e inchaço de partes do corpo, e vários órgãos param de funcionar. O sistema neurológico é comprometido e os animais começam a apresentar tremores. A taxa de mortalidade chega a 90%.

Em maio o governo federal declarou emergência zoossanitária no país e criou um Centro de Operações de Emergência para coordenar ações nacionais, envolvendo os ministérios da Agricultura e Pecuária, do Meio Ambiente e da Saúde. 

No começo de junho uma medida provisória publicada no Diário Oficial da União abriu crédito extraordinário de R$ 200 milhões em favor do Ministério da Agricultura e Pecuária. Os recursos serão aplicados nas ações de enfrentamento à doença.

Recomendações à população

– Apesar de rara, pode haver a transmissão da influenza aviária para o homem, por meio do contato direto com aves doentes ou mortas ou ainda por água e objetos contaminados; 

– Não toque ou recolha aves suspeitas, doentes ou mortas;

– Apesar de rara, pode haver a transmissão da influenza aviária para o homem, por meio do contato direto com aves doentes ou mortas ou ainda por água e objetos contaminados; 

– O Brasil continua livre de influenza aviária na criação comercial e mantém seu status de livre de influenza aviária, exportando seus produtos para consumo de forma segura. O consumo de carne e ovos se mantém seguro no país;

– Se notar uma ave com sintomas como tremor, andar cambaleante ou dificuldade respiratória, comunique às autoridades ambientais de sua cidade ou o Serviço Veterinário Oficial, por meio dos contatos disponíveis aqui e/ou pelo e-Sisbravet.

Orientações a produtores

  1. Intensificar as medidas de biosseguridade
  2. Proibir terminantemente qualquer tipo de visita às unidades de produção
  3. Conferir cercamento de núcleo e telamento de galpão
  4. Manter o portão de acesso da propriedade fechado
  5. Desinfecção de veículos em pleno funcionamento
  6. Desinfecção de materiais que acessem a granja
  7. Uso de roupas e calçados exclusivos no acesso à granja
  8. Pedilúvio no acesso aos núcleos e aos galpões
  9. Realização de vazio sanitário
  10. Cuidados com a ração
  11. Cuidados com a água (fonte de qualidade, tratamento, reservatórios íntegros e cobertos)
  12. Controle de pragas
  13. Treinamento de equipe
  14. Restringir criação de aves pelos funcionários
  15. Evitar visitas em locais com aves silvestres
  16. Ausência de outras aves na propriedade
  17. Se participou de evento relacionado ao setor, cumprir vazio sanitário de 72 horas
  18. Se participou de outro tipo troca de roupas e cumprir os protocolos de biosseguridade
  19. Entre outras ações, reforçando todas as medidas adotadas, conforme aInstrução Normativa do MAPA nº 56/2007.

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Foto de abertura: gary_leavens, CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons

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