#PantanalResiste: Brigada Alto Pantanal faz nova campanha de arrecadação para financiar atividades em 2022

A Brigada Alto Pantanal foi criada em setembro do ano passado, durante o maior incêndio já registrado na região, a partir da iniciativa do coronel Ângelo Rabelo, presidente e diretor de relações institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que há mais de 30 anos atua pela preservação do bioma e se uniu ao documentarista Lawrence Wahba para buscar soluções e driblar a catástrofe ambiental que se abatia sobre o bioma, como contamos aqui.

A eles se juntaram, rapidamente, ambientalistas, pesquisadores, comunicadores, empresários e organizações de conservação, tornando a brigada possível e deram a ela um nome muito especial: Brigada Haroldo Palo Jr., em homenagem ao fotógrafo conservacionista falecido em novembro de 2017.

A intenção era criar uma brigada permanente de combate a incêndios, abrangendo a Serra do Amolar, o Parque Nacional do Pantanal e o Parque Estadual Encontro das Águas, no Mato Grosso, todos de extrema importância para a conservação da onça-pintada e a geração de recursos por meio do ecoturismo. E também desenvolver um trabalho de prevenção, que, se estivesse estruturado no ano passado, poderia ter salvo muitos animais e muito hectares do bioma.

Com as doações de 2020, tem sido possível manter a brigada ativa ao longo deste ano, mas, para não interromper as atividades em 2022, novas doações são necessárias.

Assim, está sendo lançada nova campanha de financiamento #PantanalResiste para arrecadar, pelo menos, R$ 662 mil, que serão usados para atingir as quatro metas:

  1. manter a contratação de sete brigadistas pantaneiros, cujo custo é de R$ 288 mil;
  2. equipar a brigada de forma eficiente, com a aquisição de mais EPIs e de novos equipamentos: a estimativa de custo é de R$ 46 mil;
  3. custear combustível, alimentação e despesas operacionais, que se configura como o segundo maior custo da Brigada Alto Pantanal: R$ 205 mil e
  4. adquirir dois barcos menores para transporte da brigada até pontos de combate. Esses barcos podem ajudar na neutralização das chamas, ao otimizarem o deslocamento dos brigadistas até áreas de difícil acesso, como corixos e baías da região. Para tanto, são necessários R$ 123 mil.

“O Pantanal resiste, mas precisa de nós e de uma atuação especializada. Não basta combatermos as chamas, precisamos preveni-las, o que demanda dedicação e exclusividade ao trabalho”, salienta o coronel Rabelo.

“O papel do Estado é muito importante, com a atuação do PREVFogo e do Corpo de Bombeiros, porém, manter a Brigada Alto Pantanal ativa é fundamental para o bioma, especialmente nas ações preventivas”.

Como ajudar

A campanha #PantanalResiste indica as seguintes formas de contribuir com doações:
– PIX: contato@brigadaaltopantanal.org.br (chave)
– Transferência para a conta do Instituto Homem Pantaneiro (CNPJ 16.575.853/0001-91) no Banco do Brasil: agência 0014-0, conta 70312-5; e
– PayPal ou com cartão de crédito, por este link.

Acompanhe a Brigada Alto Pantanal pelo Instagram. A seguir, ao vídeo da nova campanha, #PantanalResiste, e ao depoimento de Carlos Adriano, integrante da brigada, morador de uma das unidades de conservação geridas pelo Instituto Homem Pantaneiro, na Serra do Amolar, que atua para prevenir e combater incêndios na região:

Fotos: Divulgação

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Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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