Organização americana oferece $1 milhão para projeto que busque salvar espécie em risco de extinção

Entre espécies extintas no Brasil está a ararinha-azul

A Lista Vermelha elaborada pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) é considerada o mais significativo termômetro sobre a condição de espécies ameaçadas de extinção no planeta. Anualmente a organização divulga levantamentos realizados com milhares de animais e plantas do mundo inteiro e alerta sobre os riscos enfrentados por eles.

Atualmente são monitoradas cerca de 150 mil espécies e 42 mil delas são classificadas, em maior ou menor grau, como ameaçadas de desaparecer da natureza.

Para tentar salvar pelo menos uma delas da extinção, a Indianapolis Zoological Society, dos Estados Unidos, está oferecendo US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5 milhões, para um projeto de qualquer parte do mundo que tenha como foco a melhora do status de conservação de algum animais extremamente em perigo.

O Saving Species Challenge requer que os projetos trabalhem com espécies designadas pela Lista Vermelha da IUCN em uma das seguintes categorias: Extintas na Natureza, Criticamente Ameaçadas, Ameaçadas ou Vulneráveis.

O projeto proposto deve demonstrar como esse recurso recebido, US$ 1 milhão, dará à espécie uma maior oportunidade de melhorar seu status de conservação atual.

No Brasil, várias espécies se encaixam nas categorias acima, como por exemplo, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), o boto-tucuxi (Sotalia fluviatilis), a ararinha-azul(Cyanopsitta spixii) – que aos poucos está sendo reintroduzida na Caatinga baiana – , além do mutum-de-alagoas (Pauxi mitu), o gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e a perereca-gladiadora-de-sino (Boana cymbalum), estes três últimos já extintos na vida livre.

Interessados em se candidatar ao Saving Species Challenge devem fazer a inscrição até o dia 4 de junho neste link. O vencedor será anunciado em fevereiro de 2024.

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Foto de abertura: ACTP/ICMBio

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Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.