Onça-pintada é resgatada no meio do mar, a quase 3 km da costa da Colômbia

Onça-pintada é resgatada no meio do mar, a quase 3 km da costa da Colômbia

Pescadores colombianos não acreditaram no que viram: uma onça-pintada, nadando, exausta, no meio do mar, no Golfo de Urabá, a cerca de 2,7 km da costa. O animal, que estava sem forças e com risco iminente de se afogar, foi encontrado entre os municípios de Antioquia e Córdoba, próximo à boca do rio Léon, mas já nas águas do Caribe, ao noroeste do país.

Graças aos pescadores, que rapidamente entraram em contato com a Guarda Costeira, foi montada uma operação de resgate. Um tronco de madeira foi jogado na água e a onça-pintada se agarrou a ele. Com cuidado, ela foi sendo “rebocada” até terra firme, durante uma hora, e dali em diante, a organização Corpouraba levou o felino até uma área protegida de mangues.

Onça-pintada é resgatada no meio do mar, a quase 3 km da costa da Colômbia

A onça-pintada, agarrada no tronco, e sendo trazida para terra firme

Apesar de onças-pintadas conseguirem nadar bem, as autoridades locais não têm ideia de como o animal foi parar tão longe da costa.

A espécie (Panthera onca) é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo. Também chamada de jaguar (assim ela é conhecida em espanhol), originalmente era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte argentino. Atualmente, está oficialmente extinta em território americano, é muito rara no México, mas ainda pode ser vista na Argentina, Peru, Paraguai, Brasil e Colômbia. Estima-se que neste último sejam pouco mais de 16 mil indivíduos na vida selvagem.

Todavia, assim como em nosso país, a onça-pintada também enfrenta o desmatamento, a caça ilegal e outras ameaças nos demais países da América Latina.

Onça-pintada é resgatada no meio do mar, a quase 3 km da costa da Colômbia

O animal, exausto, sobre o tronco

Curiosidades sobre a onça-pintada

– Comprimento total: até 2,70 m (máximo);
– Peso: entre 35 kg e 158 kg. No Brasil, as onças de áreas abertas, como o Pantanal, são maiores. As onças da região do Parque Nacional do Iguaçu pesam até 100 kg. Os machos são maiores que as fêmeas;
– Dieta: alimentam-se de mamíferos médios, répteis e aves até grandes animais como antas, queixadas, veados, jacarés, porcos-do-mato e capivaras;
– Número de filhotes: um a quatro, mas o mais comum são dois filhotes;
– Gestação: 90 a 115  dias;
– Filhotes nascem cegos e totalmente dependentes da mãe. Com duas semanas de vida abrem os olhos, e mamam até os 2 meses, quando já começam a comer carne;
– Com cerca de dois anos, as jovens fêmeas se separam da mãe para buscar seu próprio território;
– Longevidade: vivem cerca de 12 a 15 anos em vida livre. Em cativeiro podem atingir bem mais, quase o dobro dessa idade;
– Onças fêmeas começam a se reproduzir com 2 a 3 anos de idade, e machos com 3 a 4 anos de idade;
– A onça-pintada é ativa durante o dia e à noite, mas a maior atividade é noturna;
– Onças são solitárias, geralmente macho e fêmea só se encontram para acasalar. Para evitar contato entre si, os machos esturram (rugem) para demarcar seu território. Eles também usam urina e fezes para essa demarcação.

*Texto do Curiosidades Projeto Onças do Iguaçu e reportagem com informações do site Infobae

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Fotos: reprodução Facebook Corpouraba

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

23 comentários em “Onça-pintada é resgatada no meio do mar, a quase 3 km da costa da Colômbia

  • 24 de novembro de 2021 em 6:31 PM
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    Que pecado, sem forças, exaustas e morrendo de fome. Será que deram comida pra ela não precisar caçar debilitada assim?

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    • 28 de novembro de 2021 em 12:00 AM
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      Estou aqui fazendo a mesma pergunta, espero que tenham dado uma carninha para ela se recuperar.

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    • 28 de novembro de 2021 em 3:58 PM
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      “Extinta em território americano”…. Por acaso a América do Sul e Central ficam na Europa?

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      • 28 de novembro de 2021 em 11:23 PM
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        Renato,
        Obrigada pela mensagem!
        Fica bastante claro pelo teor do texto que o termo “americano” está sendo usado como adjetivo daquilo que pertence aos Estados Unidos. Já havia a palavra “Estados Unidos” uma vez no parágrafo e para não repeti-la, optei pelo adjetivo, da mesma forma que costumamos falar em “povo americano, bandeira americana”.
        Abraço,
        Suzana

        Resposta
  • 24 de novembro de 2021 em 9:20 PM
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    Podemos esperar destruiçao…animais morrendo de fome e sede

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    • 28 de novembro de 2021 em 11:47 PM
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      Primeiramente parabéns pela excelente reportagem, mas…
      Americanos somos todos nascidos no continente América.
      Eles são estadunidenses, que por vício de linguagem, se é que podemos chamar assim, de forma errônea e distorcida, genericamente chamamos “americanos”.

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      • 29 de novembro de 2021 em 12:35 PM
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        Sim, Lenz, como respondi a dois outros leitores, tornou-se comum chamar os “estadunidenses” de americanos e assim que o jornalismo o faz há décadas, por isso optei por usar o mesmo termo. Mas acredito que fica claro no texto o que quero dizer com “território americano”, já que cito os demais países onde a onça ainda pode ser encontrada logo em seguida.
        Abraço,
        Suzana

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      • 30 de novembro de 2021 em 12:51 PM
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        O que se encaixaria melhor do que estadunidense, seria chamá-lo de Norte Americano. Mas, o hábito faz o monge… dificilmente iremos mudar esse termo. Chamo eles desde criancinha… Eles nos chamam de Sulamericanos. Não vou deixar de chamá-los de Americanos depois de mais de 62 anos.

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  • 25 de novembro de 2021 em 12:13 AM
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    Fico feliz em ver a salvação dos animais não humanos na verdade nós humanos (as) estamos aqui pra proteger e preservar toda vida senciente podemos e devemos conviver com as demais espécies que habitam esse planeta!

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  • 25 de novembro de 2021 em 10:45 PM
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    Provavelmente foi caçar no mar e foi arrastada por uma corrente marítima

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  • 26 de novembro de 2021 em 1:06 AM
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    Graças a Deus ela foi resgatada, espero que esteja sendo cuidada e se recupere, e volte ao seu cantinho verde!

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  • 26 de novembro de 2021 em 10:51 AM
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    Parabéns pelo jornalismo ambiental que você faz. Obrigado.

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    • 27 de novembro de 2021 em 10:41 PM
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      Oi Carlos,
      Muito obrigada pela mensagem e apoio! ;-)
      Grande abraço,
      Suzana

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      • 28 de novembro de 2021 em 8:49 AM
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        Emocionada e grata pelo resgate. Deus proteja sempre esses animais . Lamento pela imbecilidade de alguns humanos que se deleita em mata-los. Suzana Camargo, li seu histórico e te parabenizo. Pelo belo trabalho que tem desenvolvido. Parabéns

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        • 28 de novembro de 2021 em 11:26 PM
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          Oi Carmen,
          Obrigada pela mensagem tão carinhosa!
          Grande abraço,
          Suzana

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    • 28 de novembro de 2021 em 8:41 PM
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      Tem uma imagem que surge em minha visão Mental: esta onça, sendo despejada alí, dentro das águas salgadas….., mãos humanas assassinas né?…..,que triste.

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  • 28 de novembro de 2021 em 12:47 AM
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    Que trabalho você faz como jornalista parabéns Deus abençoe

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    • 28 de novembro de 2021 em 11:28 PM
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      Que mensagem linda!
      Muitíssimo obrigada.
      Grande abraço,
      Suzana

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  • 28 de novembro de 2021 em 3:52 PM
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    Parabéns pela postagem, sempre útil e esclarecedor da necessidade de ações em favor do Meio Ambiente.

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  • 28 de novembro de 2021 em 3:56 PM
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    “Extinta em território americano”….por acaso a América do Sul, fica na Europa?

    Resposta
    • 28 de novembro de 2021 em 11:23 PM
      Permalink

      Carlos,
      Obrigada pela mensagem!
      Fica bastante claro pelo teor do texto que o termo “americano” está sendo usado como adjetivo daquilo que pertence aos Estados Unidos. Já havia a palavra “Estados Unidos” uma vez no parágrafo e para não repeti-la, optei pelo adjetivo, da mesma forma que costumamos falar em “povo americano, bandeira americana”.
      Abraço,
      Suzana

      Resposta
  • 29 de novembro de 2021 em 7:52 AM
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    Parabéns, Suzana pelas reportagens!
    Grata por contribuir na conscientização das pessoas!
    Saúde e segurança!
    Ivanilde

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    • 29 de novembro de 2021 em 12:33 PM
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      Obrigada, Ivanilde!
      É trabalho de formiguinha, mas juntos, somos maiores e mais fortes ;-)
      Grande abraço,
      Suzana

      Resposta

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