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O economista Sergio Besserman volta a comandar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Esta é a segunda vez que o economista e ambientalista Sérgio Besserman Vianna ocupa a presidência do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), agora ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, liderado por Marina Silva.

A nomeação foi publicada em 3 de agosto no Diário Oficial da União e ele tomou posse hoje durante reunião com a diretoria da instituição, durante a qual se declarou muito emocionado por retornar ao JBRJ e ao serviço público, ao qual dedicou boa parte de sua vida profissional. Ele também agradeceu à ministra Marina Silva por esta nova oportunidade (Marina está em Belém desde a semana passada participando dos Diálogos Amazônicos e da Cúpula da Amazônia a partir de amanhã).

A primeira experiência de Besserman à frente da instituição aconteceu em 2016, quando foi convidado pelo então ministro do meio ambiente Sarney Filho (governo Michel Temer). Ele substituiu a ambientalista Samyra Crespo, que havia sido escolhida pela presidenta Dilma Roussef, e seguiu no cargo até 2020, segundo ano do governo Bolsonaro.

Trajetória

O ecoeconomista possui ampla carreira no setor público, principalmente em bancos estatais. ingressou no BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento em 1987 após conquistar o Prêmio BNDES para dissertações de mestrado. De 1996 a 1999, assumiu a diretoria de planejamento do banco, e também participou do Executive Program On Climate Change & Development, no Harvard Institute for International Development, da Harvard University.

De 1999 a 2003, foi presidente do IBGE. Um ano depois de assumir o cargo, foi realizado o Censo Demográfico 2000, que é o fato mais marcante desse período. “Uma operação censitária considerada de extremo sucesso, e com inegáveis avanços em seus processos de trabalho e de apuração que, com o uso de novas tecnologias, contribuíram para a divulgação recorde de seus resultados”, conta o site do IBGE.

No Instituto Pereira Passos, órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro, também foi presidente em duas oportunidades: de 2005 a 2008 e de 2015 a 2016.

Em 2014, presidiu o Grupo de Trabalho da cidade para a Rio + 20conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro para discutir sobre a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável. Nesse trabalho, Besserman assessorou o prefeito Eduardo Paes na Presidência do C40 – Grupo de Liderança Climática, rede de prefeitos das principais cidades do mundo voltada para enfrentar a crise climática.

Logo que deixou o JBRJ, em outubro de 2020, tornou-se coordenador estratégico da ONG Climate Reality Project (liderada por Al Gore) no Brasil.

Besserman é professor do Departamento de Economia da PUC-RJ e integra conselhos de diversas organizações não governamentais, entre as quais a Conservation International, o WWF, a Fundação Roberto Marinho, o FUNBIO, a Sustainable Development Solutions Network Brasil e Um só Planeta, bem como o comitê cientifico do Museu do Amanhã e o Conselho Consultivo do Censo Demográfico do IBGE.

Foto: Jardim Botànico do RJ/divulgação

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