‘O Amanhã é Agora’: festival conecta arte, natureza, ciência e saberes ancestrais da Amazônia, de 2 a 5 de junho

'O Amanhã é Hoje': festival conecta arte, natureza, ciência e saberes ancestrais da Amazônia, de 2 a 5/6

Uma linha fina entre o passado profundo e o futuro próximo da Amazônia conectam os trabalhos artísticos e as conversas que integram a segunda edição do Festival LABVERDE, – com o tema ‘O Amanhã é Agora’, que acontecerá de 2 a 5 de junho, a partir das 19h (horário de Brasília).

Totalmente gratuito, o encontro celebrará o Dia Mundial do Meio Ambiente e a diversidade da vida e será transmitido pelo YouTube.

Foto: Marcela Bonfim

Arte, natureza, ciência e saberes ancestrais produzidos na (e a partir da) Amazônia se traduzem em performances, apresentações de dança e de música, exposições de arte e de fotografia e conversas e vão além da interpretação do que foi e é para sugerir caminhos, em total consonância com o tema escolhido: O Amanhã é Agora.

A curadora de arte, especialista em políticas culturais e idealizadora do festival, Lilian Fraiji, assina a curadoria deste encontro online e propõe um passeio pela memória, pelo presente, pelo que se pode prever para um futuro próximo, e pelo que se deseja ver e ter no horizonte longínquo da floresta.

Lilian Fraiji – Foto: Susan Valentim

“A situação de pandemia, a disputa de terra, a opressão dos povos indígenas e as queimadas que castigam a natureza e afetam o país econômica e politicamente, tornam ainda mais urgente a tarefa de imaginar o futuro e propor caminhos para as diversidades humana e não humana da Amazônia.”, avalia. 

Assim, o genocídio indígena intensificado por doenças e epidemias é retratado em colagens; a árvore mais antiga da Amazônia e seu lento processo de extinção é capturado em vídeo (que inspirou o concurso fotográfico organizado pelo LabVerde, em março deste ano); para refletir sobre a destruição, uma dança ao ar livre; novas possibilidades para o presente e o futuro da Amazônia surgem em um ensaio fotográfico, e o que uma espécie de formiga tem a nos ensinar sobre interdependência humano-floresta é traduzido em desenhos.

A cada encontroque se inicia às 18h em Manaus e às 19h, pelo horário de Brasília diálogos são construídos a partir de diferentes conhecimentos, oriundos de ambientes diversos: formais e informais.

Obra de Moara Tupinambá

Entre os artistas que abrirão e finalizarão essas conversas estão o músico e produtor musical Nelson D (AM), a multiartista Aoruaura (PE), o artista antropófago Denilson Baniwa (AM), a artista visual Moara Tupinambá (PA), a cantora e compositora Anne Jezini (AM), a cantora e primeira jornalista indígena formada no estado do Amazonas Djuena Tikuna.

A fotógrafa da Amazônia Negra Marcela Bonfim, participa da exposição ‘Ver o Tempo’ com Alberto César Araújo, Bruno Kelly, Paula Sampaio e Rogério Assis.

Para os diálogos, foram convidados Daniel Munduruku (filósofo), Carolina Lévis (bióloga), Lilian Fraiji (curadora), Mario Cohn-Haft (ecólogo), Denilson Baniwa (artista), Lucy Souza (paleontóloga), João Paulo Barreto (antropólogo), Márcia Castro (demógrafa), Rita Mesquita (ecóloga), Charles Clement (agrônomo), Paulina Chamorro (jornalista) e Flávia Delgado Santana (ecóloga), que compartilharão saberes moldados a partir de suas experiências, em busca de uma nova forma de compreender e de se relacionar com o mundo. 

A programação

Fotograma do vídeo Iara, coletivo Insivible Flocks

Dia 2
19h – IARA / Artista Invisible Flocks (fotograma acima)
19h30 – Amazônia Tempo Profundo / Palestrantes: Daniel Munduruku e Carolina Lévis – Mediação Lilian Fraiji
20h30 – Apresentação musical / Artista: Nelson D

Taoca, obra de Renata Cruz

Dia 3
19h – TAOCA / Artista Renata Cruz (foto acima)
19h30 – Subverter o Presente e Resistir ao Tempo / Palestrantes: Mario Cohn-Haft e Denilson Baniwa / Mediação: Lucy Souza
20h30 – Performance Artística / Artista Aura

Dia 4
19h – Yuíre / Artista: Moara Tupinambá
19h30 – Pandemia, epidemias, doenças tropicais e o ciclo eterno retorno / Palestrante: João Paulo Barreto e Márcia Castro / Mediação: Rita Mesquita
20h30 – Fantasmas da Floresta / Artistas: Yara Costa e Marcus Maeder

Foto: Rogério Assis

Dia 5
19h – VER O TEMPO / Fotógrafos: Alberto César Araújo, Bruno Kelly, Marcela Bomfim, Paula Sampaio e Rogério Assis (foto acima)
19h30 – Sonhos Coletivos e a Expansão do Amanhã / Palestrantes: Charles Clement e Paulina Chamorro / Mediação: Flávia Delgado Santana
20h30 – Show de encerramento / Artistas: Anne Jezini e Djuena Tikuna

Abaixo, mais algumas obras que participam do Festival LABVERDE:

'O Amanhã é Hoje': festival conecta arte, natureza, ciência e saberes ancestrais da Amazônia, de 2 a 5/6
Foto: Marcela Bonfim
'O Amanhã é Hoje': festival conecta arte, natureza, ciência e saberes ancestrais da Amazônia, de 2 a 5/6
Foto: Bruno Kelly
'O Amanhã é Hoje': festival conecta arte, natureza, ciência e saberes ancestrais da Amazônia, de 2 a 5/6
Foto: Alberto César Araújo
Foto: Rogério Assis



Foto (destaque): Divulgação (na foto, da esquerda para a direita: Nelson D, Aura, Denilson Baniwa, Moara Tupinambá, Anne Jezini, Marcela Bonfim, Djuena Tikuna e Daniel Munduruku)

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Deixe uma resposta