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Número recorde de pítons birmanesas são capturadas na Flórida

Número recorde de pítons birmanesas são capturadas na Flórida

Desde novembro do ano passado, a organização Conservancy of Southwest Florida conseguiu capturar um número recorde de pítons birmanesas (Python molurus bivittatus) no sul da Flórida, nos Estados Unidos. Juntas, essas que estão entre as maiores cobras do mundo, podendo atingir até 8 metros de comprimento, pesavam mais de 6 toneladas! Na última década, ao conhecer melhor o comportamento dessas serpentes e aprimorar técnicas de abate, mais de 20 toneladas delas foram retiradas em áreas naturais do estado, onde elas provocam um sério impacto na biodiversidade local, ao se alimentarem de espécies de animais nativos.

“Estamos na linha de frente do combate à píton invasora há mais de uma década”, diz Ian Bartoszek, biólogo de vida selvagem e gerente de projetos científicos da Conservancy. “A remoção dessa quantidade de cobras, realizada em alguns dos habitats implacáveis ​​da vida selvagem da Flórida, é uma tarefa árdua. Mas, ao longo de anos de pesquisa dedicada, desenvolvemos métodos com base científica para rastrear esse predador de topo com mais eficácia e mitigar seus danos à nossa população nativa.”

A píton birmanesa não é venenosa, mas mata suas presas através da constrição – sufocando-as e quebrando seus ossos. Elas podem consumir refeições que correspondem a mais de 100% de sua massa corporal, alimentando-se de uma dieta que inclui mais de 85 espécies, incluindo veados, linces, raposas, coelhos, pássaros, vários répteis e outros animais selvagens. Nativa de países asiático, como Índia, Nepal, Tailândia e Vietnã, essa cobra virou uma praga na Flórida, onde ela é considerada uma espécie invasora, sobretudo no Parque Nacional de Everglades.

Número recorde de pítons birmanesas são capturadas na Flórida
Biólogos capturam três pítons fêmeas reprodutoras de 5,2 metros e
63 kg durante essa temporada
Foto: divulgação Conservancy of Southwest Florida

Essa serpente têm uma cabeça em forma de pirâmide, com uma cunha escura em forma de ponta de flecha que se estende em direção ao nariz. É uma espécie semi-aquática, por isso é frequentemente avistada perto ou na água.

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Esses répteis são muito difíceis de serem encontrados, contudo um método que vem sendo utilizado há algum tempo tem facilitado sua busca: o implante de rádios transmissores nos machos. São eles que levam os cientistas até as fêmeas e assim é possível evitar o nascimento de mais filhotes, já que elas são mortas. A época da reprodução acontece entre novembro e abril. Uma única píton pode colocar entre 50 a 100 ovos por temporada.

Anualmente o governo da Flória realiza uma temporada de caça à piton para controlar sua população. Durante dez dias do mês de agosto, caçadores pré-cadastrados e obrigados a participar de um curso de reconhecimento da espécie e técnicas de abate, participam do desafio.

“As pítons birmanesas são criaturas impressionantes que estão aqui sem culpa”, ressalta Bartoszek. “Como biólogos da vida selvagem, temos um enorme respeito por todas as espécies de cobras. No entanto, entendemos o impacto que as pítons invasoras estão tendo na biodiversidade da nossa região e as removemos do ecossistema de forma humanitária, como parte do compromisso da Conservancy em proteger nossa água, nossa terra, nossa vida selvagem e nosso futuro.”

Número recorde de pítons birmanesas são capturadas na Flórida
Algumas das pítons capturadas desde novembro
Foto: divulgação Conservancy of Southwest Florida

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Foto de abertura: divulgação Conservancy of Southwest Florida

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