Quem teve filho ou precisou dar uma roupinha para o bebê de algum conhecido, já deve ter tido esta dor de cabeça: qual o número certo? Além da dúvida de acertar o tamanho ideal, vem a preocupação de, na hora de entregar o presente, será que ainda vai caber?
Nos dois primeiros anos de vida, crianças crescem numa velocidade inacreditável. Dobram de peso e de altura em apenas um mês. Foi a partir desta constatação que Ryan Iasin, engenheiro aeronáutico e aluno de mestrado do London’s Royal College of Art’s Innovation Design Engineering, decidiu desenvolver um tecido elástico, que expandisse à medida que os pequenos crescem.
Ryan mora na capital da Inglaterra e comprou uma roupinha para o sobrinho Vigo, que vive na Dinamarca. Quando finalmente teve a oportunidade de entregar o presente, ele não cabia mais.
Inspirada na tecnologia utilizada no empacotamento de nano-satélites, a Petit Pli criou um tecido sintético plissado. É isto que garante que o material continue se expandindo com o passar dos anos. Segundo o engenheiro, ele aumenta em até sete vezes o tamanho original.
Além disso, o tecido pode ser lavado na máquina, é à prova d’água e resistente, ou seja, aguenta todas as travessuras e brincadeiras infantis. Ah, e também é reciclável!
Na realidade, o grande problema que o criador do novo tecido quer combater é o desperdício imenso dos dias atuais. E que acontece muito na primeira infância, quando uma quantidade enorme de roupas são compradas e em pouco tempo, perdem sua serventia, já que não cabem mais.
Com as peças da Petit Pli, pais vão economizar dinheiro ao deixar de comprar tantas roupas e haverá menor impacto ambiental na produção de moda infantil, já que vai ser reduzido o consumo de recursos naturais, como água e energia, para a fabricação de novas peças.
As roupas da Petit Pli ainda não estão à venda. Iasin está aguardando os direitos da patente da tecnologia e buscando parceiros para a produção em larga escala.
Fotos: divulgação Petit Pli







