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Novo prefeito do Rio afirma que “não vai ter” autódromo na Floresta do Camboatá, área de preservação ambiental

*Atualizado em 01/02/21
No dia 29 de janeiro, o secretário municipal do Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, entrou com um pedido para o arquivamento do processo para a construção do autódromo em Camboatá. Segue abaixo texto original da reportagem.

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Por duas vezes, a jornalista Mônica Nunes escreveu sobre este projeto absurdo aqui no Conexão Planeta: a construção de um autódromo numa área de preservação ambiental, a Floresta de Camboatá, no bairro de Deodoro, na zona norte do Rio de Janeiro.

A área é um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica de terras baixas da capital fluminense. Desde 1904, é administrada pelo Exército e já abrigou depósito de armamento e munição e, posteriormente, o Centro de Instrução de Operação Especial do Exército. Foi preservada nesses anos todos numa região que tem sofrido intenso processo de urbanização e adensamento e, por isso, se configura como uma ilha desse bioma.

A Floresta de Camboatá abriga mais de 200 mil árvores e é habitat para várias espécies de aves, mamíferos e répteis.

Para construir o autódromo seria necessário desmatar uma área de 160 hectares ou quase 50 campos de futebol! A Rio Motorsports, empresa que fez o planejamento para construir e operar as pistas, tinha o apoio do então governador Wilson Witzel (agora afastado) e o ex-prefeito Marcelo Crivella (também sendo investigado por corrupção).

Em outubro, a licença ambiental para o empreendimento foi bloqueada pelo Instituto Nacional do Meio Ambiente (Inea), que analisou o estudo de impacto ambiental apresentado pela prefeitura e identificou inconsistências, erros e omissões.

Ontem, o novo prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que “não vai ter autódromo”. Essa havia sido uma das promessas de sua campanha a ambientalistas, entre eles, o deputado estadual Carlos Minc, um dos co-autores de um projeto de lei de 2018, que previa a anexação da a Floresta do Camboatá ao Parque Estadual do Mendanha-Gericinó e a criação de áreas de lazer, pesquisa e horta de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Apesar da proposta ter sido aprovada, acabou engavetada por pressões políticas e empresariais.

Paes afirmou ainda que concorda com a construção de um novo autódromo, mas a prefeitura irá analisar outros lugares para a obra. Uma das possibilidades seria uma área em Guaratiba, também na zona oeste do Rio.

A polêmica sobre a construção do autódromo carioca teve repercussão internacional. O campeão Lewis Hamilton declarou que não correria numa pista que tivesse causado tamanho impacto ambiental e social.

Imagem: divulgação do Consórcio Rio Motorsports

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Sandra
Sandra
3 anos atrás

Uma insensatez seria instalar esse trambolho anti ecológico no lugar de uma floresta mas agora precisa atenção na escolha do novo local a fim de não abusar da paciência de ambientalistas e amigos da Natureza, porque essa de correr adoidado pra lugar nenhum, fazendo um barulho dos infernos e desalojando anjos e passarinhos, não é legal mesmo.

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