Novo “Guia Ilustrado de Mamíferos Marinhos do Brasil” ajuda pesquisadores e educadores a identificar espécies presentes no país

Novo "Guia Ilustrado de Mamíferos Marinhos do Brasil" ajuda pesquisadores e educadores a identificar espécies presentes no país

O termo mamíferos marinhos é usado para se referir a todas as espécies de mamíferos que dependem de regiões costeiras (mar, praia e estuário) e oceânicas para a sua sobrevivência. Além das baleias e golfinhos pertencem a esta categoria lobos-marinhos, focas, lontras, toninhas, peixes-bois, dentre outros. No Brasil, essa fauna é muito bem representada por cerca 50% dos cetáceos, 20% dos pinípedes (focas, morsas e leões-marinhos) e 25% dos sirênios (peixes-bois e os dugongos) do mundo.

Todavia, nem sempre é fácil distinguir entre esses diferentes tipos e espécies de animais. Muitas vezes, a distinção pode estar em uma pequena característica morfológica, como a localização da narina ou orelha.

Para ajudar pesquisadores, cientistas e educadores brasileiros a identificar as espécies presentes nas águas de nosso país, o O Projeto Boto-Cinza acaba de lançar uma nova edição revisada do “Guia Ilustrado de Mamíferos
Marinhos do Brasil”
.

O guia apresenta 59 espécies de mamíferos aquáticos, através de fotos, ilustrações e informações detalhadas sobre cada uma delas. Além disso, há breves descrições que trazem um rápido comparativo das principais confusões que podem acontecer entre diferentes animais ao se identificá-los vivos ou mortos.

“No caso de um golfinho encontrado morto na praia, por exemplo, muitas
vezes suas características externas não estão mais evidentes como quando estão vivos e para isso outras características são cruciais para a identificação. O cachalote-anão e o cacholete pigmeu são dois golfinhos que podem ser facilmente confundidos quando vivos, mas se encontrados mortos, o fato de terem diferente número de dentes pode elimar a dúvida
na identificação. Toda essa informação está em nosso guia”, ressalta o biólogo Caio Louzada, um dos autores do guia.

A publicação está disponível em dois formatos: um livro de capa dura, em tamanho maior, e uma segunda versão, menor, impressa em papel sintético produzido com plástico reciclável.

“O livro menor é mais fácil para aqueles usuários que precisam carregá-lo em uma mochila de campo e o papel sintético permite que ele seja utilizado em condições adversas, pois é totalmente à prova d’água, podendo ser molhado”, explica Louzada.

A cópia física do livro pode ser solicitada por pesquisadores e profissionais que atuam nas áreas de educação e ciência e necessitem do material preenchendo o formulário neste link. As solicitações serão avaliadas e o envio será feito pelo Projeto Boto-Cinza, sem custo ao solicitante.

Há ainda uma versão eletrônica para download gratuitamente no site do projeto. Para baixá-la, clique aqui.

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Fotos: Rebeca Wanderley (abertura)/divulgação/reprodução guia

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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