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Nascem três ararinhas-azuis em Curaçá, filhotes de aves reintroduzidas na natureza

Nascem três ararinhas-azuis em Curaçá, filhotes de primeiras aves reintroduzidas na natureza

Boas notícias chegam da Caatinga baiana. Nasceram três ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) no Refúgio de Vida Silvestre, em Curaçá, na Bahia, onde está sendo feito o programa de reintrodução da espécie. Os recém-nascidos são filhotes de um casal de aves que nasceu em cativeiro, mas foi solto pelo projeto.

A notícia foi compartilhada pela Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), um criadouro de aves da Alemanha, parceiro do governo brasileiro no projeto de reprodução em cativeiro e soltura, e confirmada pela assessoria de imprensa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

No vídeo, que você assiste ao final deste texto, aparecem os filhotinhos dentro do ninho e fora dele os pais vigilantes.

No final do ano passado, tinham nascido dois outros filhotes, em vida livre, conforme contamos nesta outra reportagem, entretanto, segundo a equipe do instituto, eles não sobreviveram.

Ainda segundo o ICMBio, em nota enviada por e-mail ao Conexão Planeta, “Atualmente existem 40 ararinhas-azuis no criadouro em Curaçá. O programa de reintrodução está em andamento e, até o momento, foram reintroduzidas 20 ararinhas-azuis, sendo que metade delas está na natureza”.

Espécie endêmica do Brasil, ou seja, ela só existe (ou melhor, existia) em nosso país e em nenhum outro lugar do mundo, a ararinha-azul foi vítima do tráfico ilegal e a cobiça de grandes colecionadores europeus. Fascinados pelo sua beleza e azul vibrante, eles não economizaram esforços (e muito dinheiro) para poder ter um exemplar da famosa arara brasileira.

Com isso, a ararinha-azul acabou sendo extinta no país. O último indivíduo voando livre, na natureza, foi observado por volta do ano 2000.

Casal adulto de ararinhas-azuis
Foto: ACTP/ICMBio

Em 2020, graças a um acordo de cooperação entre a ACTP e o governo brasileiro, 52 indivíduos, nascidos em Berlim, foram trazidos para Curaçá. Infelizmente, o retorno tão esperado foi envolto em denúncias e falta de transparência. E no ano passado, ararinhas foram enviadas da Alemanha para um zoológico na Índia, sem o conhecimento ou aval do Ibama e do ICMBio.

Leia também:
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Foto de abertura: reprodução vídeo ACTP

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