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“Não sou antivacina, mas creio na liberdade de escolher o que coloco no meu corpo”, diz Djokovic

"Não sou antivacina, mas creio na liberdade de escolher o que coloco no meu corpo", diz Djokovic, que não participará de torneios que exijam vacinação contra a covid

Pouco mais de um mês após ter sido deportado da Austrália e impedido de participar do torneio no país, um dos mais importantes no mundo, o tenista sérvio Novak Djokovic, de 34 anos, voltou a declarar que não se vacinou contra a covid-19 e não participará de competições que exijam o comprovante de imunização. Este é o “preço que está disposto a pagar” por sua decisão, diz o atleta.

Numa entrevista exclusiva à rede britânica BBC (veja vídeo completo, em inglês, ao final deste texto), Djokovic falou que apoia o esforço global de vacinação para dar um fim à pandemia do novo coronavírus, que já dura mais de dois anos, mas que para ele, é mais importante ter a liberdade de decidir o que “coloca dentro de seu corpo”.

“Nunca fui contra a vacinação”, afirmou o tenista. “Para mim, como um atleta profissional de elite, sempre avaliei com muito cuidado suplementos, alimentos, bebidas ou mesmo a água que eu tomo… Baseado em todas as informações que eu tive, decidi não tomar a vacina”.

Segundo ele, a decisão não é final. “Tenho minha mente aberta. Ninguém quer estar nesta situação, da covid, que estamos coletivamente, a dois anos”.

Infelizmente, o que Djokovic não parece ter entendido até agora é que se vacinar é exatamente um ato coletivo. Foi apenas através da imunização coletiva de milhões e milhões de adultos e crianças, que nunca questionaram o que havia na composição das vacinas, foi possível erradicar doenças no passado, como o sarampo ou a poliomielite.

Ainda hoje, com vacinas amplamente disponíveis no mundo inteiro, milhares de pessoas têm morrido diariamente, vítimas da covid. Já são mais de 5,8 milhões de mortes. No começo de janeiro, a OMS alertou sobre a “pandemia dos não-vacinados”: 90% dos doentes com casos graves de doença não tomaram a vacina.

Djokovic é um dos maiores tenistas do nosso século. É um mestre nas quadras. Mas como já escrevi aqui em nosso site várias vezes, diante de uma pandemia global, com um vírus altamente contagioso, ser vacinado não é uma decisão pessoal. Ao deixar de tomar a vacina, ele coloca em risco não apenas a própria vida, mas daquelas pessoas que convivem com ele, que podem ser infectadas.

Após a entrevista à BBC, a companhia aérea Ryanair decidiu ironizar o atleta numa postagem no Twitter ao escrever: “Não somos uma companhia aérea, mas voamos aviões” #Djokovic

"Não sou antivacina, mas creio na liberdade de escolher o que coloco no meu corpo", diz Djokovic, que não participará de torneios que exijam vacinação contra a covid

Abaixo a entrevista do atleta para o jornalista Amol Rajan, da BBC:

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Foto: reprodução Facebook Novak Djokovic

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