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Na Cúpula da Amazônia, Lula ‘dá bolo’ em Raoni, que é recebido por comitiva de ministros em copa do centro de convenções

Oito meses depois de subir a rampa com Lula em Brasília, o cacique Raoni Metyktire não conseguiu passar da cozinha, em Belém. O líder kayapó tentou se encontrar com o presidente durante a Cúpula da Amazônia, tomou um “chá de cadeira” de quatro horas e acabou recebido por quatro ministros em uma copa nos fundos do Hangar, o centro de convenções onde ocorre o evento.

Raoni chegou ao local pouco antes das 11h. Sem agenda e sem credencial, quis entrar para falar com Lula e discursar na cúpula de chefes de Estado.

“Vou falar para trabalharmos juntos pela proteção da floresta”, disse o cacique. Funcionários do Planalto prometeram que Lula o receberia às 13h e mandaram-no almoçar fora do local do evento.

Às 13h, como combinado, Raoni voltou ao Hangar. Foi acomodado na copa usada pelos funcionários de apoio e pela segurança do evento, perto da garagem do centro de convenções. E esperou.

Lula havia saído para almoçar com os outros chefes de Estado e o cacique, de idade estimada em mais de 90 anos, esperou por mais uma hora e meia na copa.

Por volta de 14h40, comitiva de ministros desceu até a copa para se reunir com o cacique. Foram designados para a conversa os ministros Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência), Marina Silva (Meio Ambiente) e Nísia Trindade (Saúde).

Raoni conversa com a ministra Sonia Guajajara, amiga de longa data / Foto: Solange Barreira/IOC/divulgação

Macedo informou que Lula não pôde atender Raoni porque estava em reuniões bilaterais com os presidente Luís Arce (Bolívia) e Gustavo Petro (Colômbia). “Acho que da próxima vez que eu me encontrar com ele, vou ter que puxar a orelha dele”, declarou.

Segunda vez

Esta é a segunda vez que Lula dá bolo no cacique. Duas semanas atrás, Raoni convidou o presidente para um grande encontro – Chamado Raoni -, que reuniu mais de 700 lideranças e convidados na aldeia Piaraçu, no território Kayapó de Mato Grosso.

Lula estava com dores no quadril (passará por cirurgia em outubro) e não compareceu. Enviou, em seu lugar, a ministra Sonia Guajajara. Na mesma semana, o presidente foi padrinho de casamento do senador Randolfe Rodrigues, em Brasília.
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* Este texto foi publicado originalmente pelo Observatório do Clima em 8/8/2023

Foto: Solange Barreira/OC

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