Morre An An, o mais velho panda em cativeiro do mundo

Morre An An, o mais velho panda em cativeiro do mundo

An An tinha 35 anos. Nas últimas semanas a saúde do panda macho mostrava sinais claros de deterioração e ele deixou de comer. A equipe do Ocean Park Hong Kong decidiu então que o melhor seria deixá-lo partir, com a ajuda de uma eutanásia. Foi anunciada há poucas horas então pelas redes sociais do zoológico a morte do mais velho panda em cativeiro do mundo.

Nascido em 1986, na vida selvagem, na província de Sichuan, na China, An An foi levado aos 13 anos para o Ocean Park Hong Kong (provavelmente, você que está lendo esse texto, assim como eu, deve estar perguntando por quê o panda foi tirado da natureza… uma crueldade e estupidez, certo?).

Durante muitos anos An An teve uma companheira em seu recinto, a panda Jia Jia, que morreu aos 38 anos em 2016. Ela também foi considerada a fêmea mais velha da espécie em cativeiro.

Em julho de 2021, o panda gigante (Ailuropoda melanoleuca) deixou de ser considerado criticamente ameaçado de extinção na China, passando à categoria “vulnerável”, ou seja, ainda necessita de proteção, mas o número de indivíduos já apresenta um aumento expressivo.

A melhora no status desse urso grande, peludo e fofo, que se tornou um dos grandes símbolos de conservação no mundo todo, se deu graças a esforços das autoridades da China em proteger áreas que são habitat da espécie.

Os pandas vivem principalmente em florestas temperadas, no alto das montanhas do sudoeste do território chinês, onde se alimentam quase que inteiramente de bambu. Eles podem comer até quase 40 kg dessa planta todos os dias. Usam os ossos do pulso, que funcionam como polegares opositores. Apesar de seu tamanho – uma fêmea pode pesar até 150 kg – , eles são excelentes escaladores de árvores.

Um panda recém-nascido não se parece em nada com um adulto: pesa menos de 200 gramas, é rosado, com pelos brancos cobrindo o corpo e um longo rabo. No início, os filhotes precisam comer aproximadamente a cada duas a três horas e dependem do calor corporal da mãe para se aquecer.

No final do ano passado, o governo da China também anunciou a criação de cinco parques nacionais com o objetivo de preservar ecossistemas e espécies em risco de extinção. A área total engloba cerca de 230 mil km2, desde o norte do Tibet até a região sul, perto da ilha de Hainan. As reservas são habitat de espécies como o próprio panda, os tigres e os leopardos siberianos.

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Foto: divulgação Ocean Park Hong Kong

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.