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Ministério Público é favorável à proibição da venda de animais em Cobasi de Porto Alegre

Ministério Público é favorável pela proibição da venda de animais em Cobasi de Porto Alegre

Depois da ação movida pelo Instituto AmePatas e pelo deputado federal Célio Studart (CE), integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais da Câmara dos Deputados, o Ministério Público do Rio Grande do Sul deu parecer favorável pela proibição da venda de animais pela loja Cobasi, localizada no Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre.

Como contamos na semana passada, dezenas de pássaros, roedores e peixes foram deixados à morte no petshop que foi inundado pelo transbordamento das águas de esgoto da capital. Contudo, os funcionários do petshop admitiram que tiveram tempo de salvar os equipamentos eletrônicos do local.  

“O Ministério Público opina pelo deferimento da tutela de urgência requerida, determinando-se à empresa requerida que se abstenha de vender animais na sua sede do Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre (subsolo), sob pena de incidência de multa diária a ser fixada”, diz trecho do parecer.

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Além disso, a ação movida pela AmePatas e Studart pede ainda uma reparação da Cobasi no valor de R$ 10 milhões e que deve ser destinada ao Fundo Nacional de Meio Ambiente.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que coordenou a fiscalização na loja do shopping gaúcho, foram identificados restos de 38 animais, muitos deles presos em gaiolas, em grau avançado de decomposição. As mortes de pássaros e roedores tiveram como causa afogamento.

Quando a água começou a subir na região do shopping, os funcionários deixaram os animais no subsolo da loja. De acordo com investigação conduzida pela Polícia Civil, os bichos estavam a cerca de 1 metro do chão, mas a inundação chegou a 3,5 metros.

Em nota, a Cobasi afirma que é inverídica a informação de que computadores foram salvos “em detrimento de vidas”. A empresa diz que a loja precisou ser evacuada de forma emergencial no dia 3 de maio, por ordem das autoridades.

“Como não havia qualquer indicação da magnitude do desastre que acometeu o estado do Rio Grande do Sul, os colaboradores da loja tomaram todas as providências para garantir que as aves, pequenos roedores e peixes estivessem em altura segura e alimentados para sua sobrevivência até o retorno dos colaboradores que, com base nas informações oficiais disponíveis naquele momento, deveria ocorrer num espaço breve de tempo...

Cabe destacar que apenas as 4 CPUs dos checkouts da loja foram levadas ao andar superior, por se encontrarem a 20 centímetros do chão, local que ficava junto aos pés das operadoras de caixa, porém todos os outros equipamentos relacionados aos checkouts permaneceram em suas posições originais (acima de 1 metro de altura) tais como: monitores, teclados, impressoras de cupom fiscal, teclados pin pad (para cartões de crédito/débito) e leitores de código de barras dos produtos. Outros tantos computadores e equipamentos também presentes no mesmo salão inundado, não foram removidos de suas posições originais, e foram danificados com a água e lama que invadiu a loja”, declarou a empresa.

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Foto de abertura: divulgação Polícia Civil

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