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Miami Seaquarium ignora ordem de desocupação e autoridades entram na justiça para obter ação de despejo

Miami Seaquarium ignora ordem de desocupação e autoridades entram na justiça para obter ação de despejo

O Miami Seaquarium tinha até o domingo passado, 21/04, para desocupar a propriedade onde funciona a atração, que num passado bem distante já foi uma das mais famosas da cidade da Flórida (EUA). Todavia, o aquário ignorou completamente o aviso e continua de portas abertas, vendendo ingressos e recebendo visitantes.

A ordem de desocupação e aviso de término do contrato foram dadas no início de março pelo Condado de Miami-Dade, proprietário do terreno, que decidiu rescindir a locação após diversas fiscalizações realizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos identificaram muitas infrações e violações de bem-estar animal (leia mais aqui).

Em nota, o condado de Miami-Dade informou que notificou oficialmente Eduardo Albor, presidente da Dolphin Company, proprietária do Miami Seaquarium, com um aviso de despejo depois que o contrato de arrendamento foi rescindido e a empresa não desocupou o local.

“O condado continua a acreditar que os motivos para rescindir o contrato de arrendamento ainda estão presentes, a fim de garantir a segurança e o bem-estar dos animais atualmente sob seus cuidados. Esperamos que a Dolphin Company tome as medidas necessárias para desocupar as instalações e garantir que a transição seja feita de forma segura e ordenada, especialmente para os animais sob seus cuidados. Se não o fizerem, o condado avançará com o processo de despejo em tribunal”, alertaram as autoridades.

Em resposta, o Miami Seaquarium entrou na semana passada com uma ação num tribunal federal contra o condado e pede U$ 35 milhões por quebra de contrato. O aquário acusa ainda as autoridades de não terem nenhum plano para a realocação dos animais e que com isso estaria violando leis de proteção a espécies ameaçadas nos Estados Unidos.

“Entrar com esta ação judicial contra o condado de Miami-Dade é um passo que tomamos com o coração pesado, mas com a mente clara, motivados pelo nosso dever de proteger o nosso legado e garantir a nossa capacidade de continuar a causar impactos positivos na conservação marinha. Mantemo-nos firmes na nossa convicção de que, com tratamento justo e apoio do condado de Miami-Dade, podemos superar os desafios atuais e emergir mais fortes, para o benefício da nossa comunidade, da nossa equipe e dos animais que nos dedicamos a proteger”, afirmou em nota Albor.

Há algum tempo já existem denúncias sobre o Miami Seaquarium em relação a maus-tratos e mortes de diversos animais – como Lolita, a orca tirada filhote da natureza e explorada por mais de 50 anos ali. Mais recentemente uma campanha conseguiu fazer com que após 60 anos em cativeiro, os peixes-bois Romeo e Juliet fossem transferidos para outro local, pois viviam solitários e em péssimas condições.

Outro motivo que deve ter acelerado a rescisão de contrato por parte do condado foi que a única veterinária do Miami Seaquarium pediu demissão no final de fevereiro, após a perda de um certificado que garantia o funcionamento do aquário. A profissional era responsável por cuidar, sozinha, de 46 mamíferos marinhos, 50 aves e centenas de peixes, tubarões e raias.

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Foto de abertura: reprodução Facebook Miami Seaquarium

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