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Marina Silva defende vigilância contra avanço de destruição na Amazônia nos próximos meses

Marina Silva defende vigilância contra avanço de destruição na Amazônia nos próximos meses

A ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal eleita pelo estado de São Paulo, Marina Silva, passou por cima de discordâncias com o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual já fez parte, e entrou na campanha do agora presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva, por acreditar que o bolsonarismo coloque em risco a democracia e a preservação da natureza.

Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a área de floresta desmatada da Amazônia Legal em 2022 foi a maior dos últimos 15 anos. Durante a gestão de Jair Bolsonaro, houve afrouxamento da legislação ambiental e queda de fiscalização e punição, resultado do desmonte de órgãos como o Ibama e o ICMBio.

Durante o discurso da vitória de Lula, na noite de domingo (30/10), em São Paulo, Marina Silva afirmou que a vigilância da sociedade não permitirá que garimpeiros e destruidores da Amazônia avancem pela floresta nos meses finais da atual gestão.

Questionada se temia por uma corrida contra o tempo por aproveitadores que poderiam intensificar ações ilegais antes que o novo governo assuma, em 1o de janeiro de 2023, ela defendeu que uma união de esforços possa frear qualquer tentativa do tipo:

“A sociedade vai estar vigilante, as instituições democráticas vigilantes também, e principalmente o povo brasileiro, para não permitir que façam uma atitude de rapina com aquilo que é patrimônio do povo brasileiro”, declarou ela logo após o primeiro discurso oficial de Lula, que prometeu lutar pelo desmatamento zero na Amazônia (leia mais aqui).

“Atitude de rapina’ faz referência à ave de rapina. O animal aparece na Bíblia como referência de roubo e pegar com violência. O termo é usado comumente entre religiosos – Marina Silva é evangélica. E a ex-ministra reforçou: “o patrimônio ambiental pertence a toda sociedade”.

Nos bastidores, os nomes para o primeiro escalão do futuro governo estão em negociação. Marina Silva assim como a senadora Simone Tebet, que se integraram à campanha petista no segundo turno, despontam como fortes nomes para pasta do Meio Ambiente e Educação, respectivamente. Entre os assessores, as indicações virão mais pra frente. O desafio agora é montar a equipe de transição entre os governos.

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Foto: reprodução Facebook Marina Silva

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