Mais de 700 pelicanos morrem devido à gripe aviária em santuário de aves no Senegal

Mais de 700 pelicanos morrem devido à gripe aviária em santuário de aves no Senegal

Localizado no delta do rio Senegal, o Djoudj National Bird Sanctuary, na África, é uma área de pantanal com 16 mil hectares, onde vivem cerca de 3 milhões de aves migratórias, de quase 400 espécies, como o pelicano branco, a garça roxa, o colhereiro africano, a garça-grande e o corvo marinho. O parque é considerado um dos Patrimônios da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).  

Mas no último dia 24 de janeiro, os administradores do parque se depararam com 750 pelicanos mortos – 240 filhotes e dez adultos. Depois de terem sido feitas análises nos corpos constatou-se que a causa da morte foi um tipo de gripe aviária, provocada pelo vírus A H5N1.

Desde a morte das aves, o parque foi fechado ao público. Autoridades acreditam que será necessário tomar medidas mais severas para conter a proliferação do vírus.

No começo de 2021, mais de 40 mil aves precisaram se sacrificadas em uma fazenda na região de Thiès, na costa oeste do Senegal, 250 km ao sul do Djoudj National Bird Sanctuary, depois do registro de um surto de gripe aviária.

Mais de 700 pelicanos morrem devido à gripe aviária em santuário de aves no Senegal

Os corpos dos pelicanos mortos foram destruídos para evitar qualquer possibilidade de contaminação para outras aves no parque

Apesar de muito contagiosa e letal, a gripe aviária não é transmissível para os seres humanos, nem por contato com os animais, nem pelo consumo da carne ou ovos, no caso de outros tipos de aves.

No começo de janeiro escrevi também sobre como a doença obrigou a França a sacrificar mais de 700 mil patos. Quase 120 surtos de contaminação foram registrados na região de Landes, no sudoeste francês, uma das maiores produtoras do polêmico foie gras.

Outros países europeus relataram casos da gripe aviária também, mas a França é a mais afetada. Em 2015, já houve outro surto semelhante, e na época, milhões de patos foram mortos.

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*Com informação do jornal The Guardian

Fotos: goodwines (abertura) e Carsten ten Brink/Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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