Mais de 1 milhão de ucranianos já deixaram o país e ONU estima que esse número possa chegar a 4 milhões se guerra continuar

Mais de 350 mil ucranianos já deixaram o país e ONU estima que esse número possa chegar a 4 milhões se guerra continuar

*Este texto está sendo atualizado constantemente para retratar o aumento do números de refugiados que fogem da guerra na Ucrânia

O mundo acompanha em choque e com muita apreensão a invasão da Rússia à Ucrânia. À medida que as tropas russas avançam sobre o território ucraniano – uma guerra iniciada pela mente insana e pelos delírios imperialistas de Vladimir Putin -, aumenta o número de vítimas, muitas deles, civis que tentam proteger seu país ou que não conseguiram se proteger dos ataques covardes do invasor.

A ONU estima que já passa de 1 milhão o número de ucranianos que fugiram, na grande maioria mulheres, crianças e idosos, pois os homens entre 18 e 60 anos não podem deixar a Ucrânia. Deste total, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirma que a grande maioria cruzaou a fronteira com a Polônia. Muitos chegam ali a pé, depois de caminhar horas e horas, enfrentando o rigoroso inverno europeu. Mesmo aqueles que vão de carro, demoram dias, e não encontram lugares para parar, ficando sem acesso a banheiros e alimentação.

Se a invasão russa continuar, há um temor que o número de refugiados chegue a 4 milhões.

“Tenho apenas uma coisa a dizer, do fundo do meu coração: Presidente Putin, impeça suas tropas de atacar a Ucrânia. Dê a paz uma chance. Muitas pessoas já morreram”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, há poucos dias. E lamentou. “As Nações Unidas nasceram da guerra para acabar com a guerra. Hoje, esse objetivo não foi alcançado”.

Várias nações da Europa já anunciaram sanções econômicas à Rússia, o fechamento de seus espaços aéreos aos aviões de companhias russas e ainda, o envio de armamento e ajuda financeira. Os Estados Unidos anunciaram o envio de um auxílio emergencial de US$ 350 milhões ao governo ucraniano.

Enquanto isso, em cidades da Rússia, protestos contra a guerra estão sendo dispersados e manifestantes presos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou neste domingo que concordou em conversar com a Rússia amanhã, segunda-feira (28/02). A reunião será na fronteira com Belarus.

Ajude os refugiados ucranianos

A ACNUR Brasil está recebendo doações para ajudar o trabalho dos profissionais que estão nos países vizinhos à Ucrânia que recebem os refugiados. Se você quiser fazer uma doação, basta acessar este link.

A UNICEF também está arrecadando contribuições para continuar o trabalho das equipes no leste europeu. Veja como ajudar aqui.

A organização Médicos sem Fronteiras, que fazia um importante trabalho de atendimento a pacientes que vivem com HIV em Severodonetsk, atendimento à tuberculose em Zhytomyr e melhoria do acesso aos cuidados de saúde em Donetsk, no leste da Ucrânia, teve que interromper suas atividades temporariamente, mas continua fornecendo kits de emergência a hospitais locais.

Foto: © UNHCR/Chris Melzer

Um comentário em “Mais de 1 milhão de ucranianos já deixaram o país e ONU estima que esse número possa chegar a 4 milhões se guerra continuar

  • 28 de fevereiro de 2022 em 10:25 AM
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    Inútil falar “do fundo do coração ” apelando para alguém desprovido dele, que deu guarida à inspiração do mal e da crueldade, por conta de seu cérebro desconectado de Deus e Suas Leis de paz e fraternidade.Porque aceitou conceber, articular, gerenciar e planejar desgraças para pessoas inocentes, nenhuma bem aventurança espere Dele, mas sua inexorável justiça. Porque escamoteou as súplicas de paz de outros dirigentes mundiais, porque mentiu e arbitrou contra si próprio, quando separou famílias e enlouqueceu de medo, velhos e bebês, nenhuma bênção Divina espere receber quando mais precisar dela. Mas aguarde a colheita intransferivel do que escolheu plantar, atirando no proprio pé, louco que é.

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Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.