Lágrimas do Rio Doce: maior tragédia ambiental brasileira ganha exposição na Itália

impacto da tragédia sobre o Rio Doce

“Lágrimas do Rio Doce”. Este é o nome da exposição que está sendo realizada na cidade de Modica, na Itália. O fotógrafo de natureza Leonardo Merçon percorreu dez cidades de Minas Gerais e Espírito Santo, banhadas pelo Rio Doce. Durante três semanas, ele e a equipe do Instituto Últimos Refúgios registraram imagens daquele que foi o maior desastre ambiental do Brasil nos últimos anos: o rompimento da barragem da mineradora Samarco, que despejou resíduos tóxicos sobre a bacia do rio, na região de Mariana, no ano passado.

Merçon fotografou alguns lugares antes e depois da lama chegar. Viu centenas de animais morrendo ou travando uma batalha sem sucesso pela sobrevivência. Agora estas imagens tristes – e revoltantes – estão sendo expostas no festival “Welcome to Paradise”, que acontece até 05/06, em Modica.

O objetivo do projeto “Lágrimas do Rio Doce” é mostrar de forma independente, através de um acervo digital com imagens e vídeos, o impacto da tragédia não somente sobre o meio ambiente, mas nas populações ribeirinhas que viviam ao longo do rio. Dar voz aos atingidos.

O Instituto Últimos Refúgios, que fica em Vitória, no Espírito Santo, é uma organização sem fins lucrativos, que trabalha pela divulgação da causa ambiental e para chamar a atenção para a necessidade e urgência da preservação da fauna e flora do Brasil.

A intenção de Leonardo Merçon é fazer com que a exposição “Lágrimas do Rio Doceseja vista pelo maior número de pessoas possível. Para isso, o Instituto Últimos Refúgios está buscando mais doações e apoio. Se você estiver interessado em ajudar, acesse agora o site da entidade.

Confira abaixo algumas das imagens que fazem parte da exposição na Itália:

impacto da tragédia sobre o Rio Doce

impacto da tragédia sobre o Rio Doce

impacto da tragédia sobre o Rio Doce

impacto da tragédia sobre o Rio Doce

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Fotos: Leonardo Merçon

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

4 comentários em “Lágrimas do Rio Doce: maior tragédia ambiental brasileira ganha exposição na Itália

  • 16 de julho de 2016 em 5:27 PM
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    TRISTE REALIDADE DO MEU QUERIDO RIO DOCE!

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