Leonardo Dicaprio apoia mobilização indígena contra o marco temporal

Leonardo Dicaprio apoia mobilização indígena contra o marco temporal

Hoje, segundo dia da continuidade do julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), que trata da Terra Indígena Xokleng, reivindicada pelo governo de Santa Catarina com base na tese do marco temporal, Leonardo Dicaprio manifestou seu apoio aos indígenas no Instagram e no Facebook. Escreveu:

“Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal iniciou um processo que pode definir novas regras para delimitar as terras indígenas, efetivamente eliminando o prazo que garante o direito à terra para todos os povos indígenas.

Mais de 6.000 indígenas de mais de 170 grupos étnicos acamparam em frente ao Supremo Tribunal Federal para acompanhar o julgamento. Tudo isso enquanto outras leis visam abrir os territórios indígenas à indústria extrativa.

Na semana passada, os povos indígenas demarcaram simbolicamente a praça em frente ao prédio do tribunal, a Praça dos Três Poderes. ‘521 anos no Brasil, 32 anos de Constituição, e continuamos a testemunhar o descaso dos direitos mais básicos dos povos indígenas’, disse a Apib em comunicado à organização rewild (ex-Global Wildlife Conservation).

‘Por quanto tempo essa equação continuará tirando os direitos, terras e vidas de # IPovosIndígenas? Pedimos o fim da impunidade!’ Demarcação Já”.

Não é de hoje seu apoio ao movimento indígena. Com a fundação que leva seu nome, criada em 2017, Dicaprio financia projetos para conservação da natureza, pelos animais, para o combate das mudanças climáticas e pelos direitos dos indígenas brasileiros.

Em 2019, divulgou a campanha Fora Garimpo dos Yanomami e Ye’kwana e seguiu o ano chamando a atenção, em suas redes sociais, para a mineração em terras indígenas.

E, em setembro do ano passado, apoiou a campanha De que lado você está: Amazônia ou Bolsonaro? (#DefundBolsonaro), realizada pela Apib – Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros.

Financiamentos

O Embaixador pela Paz, da ONU (Dicaprio foi nomeado em 2014), é muito conhecido por seu ativismo em favor de causas ambientais. Tanto é que criou a Fundação Leonardo Dicaprio para financiar projetos de conservação ao redor do mundo. Logo se aliou, também, ao combate às mudanças climáticas.

Em 2017, a fundação apoiava projetos relacionados a vida marinha e oceanos, vida selvagem e natureza, direitos indígenas e mudanças climáticas, entre outros, investindo mais de 20 milhões de dólares em organizações e ações efetivas.

Em julho de 2019, se uniu aos filantropos Lauren Powell Jobsviúva de Steve Jobs – e o bilionário Brian Sheth e criou a Fundação Earth Alliance para apoiar ONGs ambientais e indígenas, como contamos aqui. Um mês depois, a organização anunciou a criação do Fundo para a Floresta Amazônica para ajudar a combater as queimadas na Amazônia – com a doação de US$ 5 milhões. Também falamos disso, aqui.

Foram diversas as vezes em que ele se manifestou pela Amazônia e contra o (des)governo brasileiro. Em agosto do ano passado, criticou Bolsonaro devido às queimadas que se alastravam, provocando reação do vice, general Mourão que mentiu: “a floresta não está queimando!“.

Em maio deste ano, Dicaprio anunciou investimento de US$ 43 milhões para recuperar a vida selvagem nas Ilhas Galápagos, Contamos, aqui, no site.

Agora, veja seus posts no Facebook e no Instagram, a seguir:

Fotos: Re:wild/Divulgação (Dicaprio) e Ajayô Filmes (mobilização em Brasília)

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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