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Leão “mais solitário do mundo” chega à África, após seis anos de abandono num zoológico na Armênia

Leão "mais solitário do mundo" chega à África, após seis anos de abandono num zoológico na Armênia

Ruben tem 15 anos, mas há seis anos estava sozinho, num antigo zoológico particular na Armênia, país localizado entre a Ásia e a Europa. Nascido em cativeiro, o leão vivia em meio a outros animais da mesma espécie, mas quando o local foi fechado, depois da morte do proprietário, todos os demais foram realocados, menos ele.

Desde então, o leão passava seus dias e meses dentro uma jaula de concreto, completamente solitário. Pouco a pouco sua saúde foi se debilitando e hoje ele tem problemas para andar. Suspeita-se que talvez apresente um problema cognitivo também.

Mas finalmente, graças a uma grande operação internacional, Ruben foi levado para um santuário de vida selvagem pertencente à organização Animal Defenders International (ADI), na África do Sul, lar de seus ancestrais, onde esse magnífico animal nunca tinha estado antes.

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Durante meses a organização tentava tirá-lo da Armênia, mas não conseguia uma forma de transportá-lo para a África. Foi somente com a ajuda da companhia Qatar Airways, que ofereceu a viagem dentro de um avião de carga, com portas grandes o suficiente para que a caixa onde ele iria, que a operação conseguiu ser realizada.

Depois da jornada de quase 83 mil km, Ruben chegou, no final de agosto na África do Sul. A equipe local ficou emocionada ao ver os primeiros momentos dele no novo lar, ao pisar na grama e na terra. Ainda com o andar cambaleante, ele parecia animado em explorar o que estava em volta.

“Os leões são os mais sociáveis dos grandes felinos, vivendo em alcateias familiares na natureza”, disse Jan Cramer, presidente da ADI. “Vê-lo caminhar na grama pela primeira vez, ouvir as vozes de sua própria espécie, com o sol africano nas costas, levou todos nós às lágrimas”.

Nas últimas semanas, o leão surpreendeu seus cuidadores ao demonstrar determinação em andar. Também tem rugido com mais força e parece ouvir o chamado de outros leões que vivem na região.

Seis anos de vazio e solidão terminaram para Ruben.

“Todo o seu comportamento se transformou, seu rosto está relaxado e não tem mais medo. Sua determinação em caminhar é inspiradora. Se ele tropeça ou cai, ele simplesmente se levanta e segue em frente. Ele é nada menos que heroico”, celebra Jan.

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Foto de abertura: divulgação Animal Defenders International

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