Justiça obriga Gol a manter buscas pela cachorra Pandora e pagar estadia de seu dono em São Paulo

Justiça obriga Gol a manter buscas pela cachorra Pandora e pagar estadia de seu dono em São Paulo

Milhares de pessoas no Brasil ficaram consternadas com a história de Reinaldo Júnior e sua cachorra Pandora, que há quase um mês está desaparecida. No último dia 15 de dezembro, o garçom pernambucano pegou um voo da companhia aérea Gol, que saiu de Recife, com escala em São Paulo, e tinha como destino Navegantes, em Santa Catarina. A cachorrinha seguia com ele, numa caixa apropriada, no compartimento de cargas do avião. Todavia, quando desembarcou no aeroporto de Guarulhos, ele foi informado que Pandora tinha sumido.

Desde então, Reinaldo está desesperado em busca de sua companheira. Imagens de câmeras internas do aeroporto, que só foram divulgadas agora, mostram a cadela solta, correndo por diversos lugares. Mas em nenhum momento os funcionários da área de carga a interceptam ou se preocupam em capturá-la.

Depois do assunto ter ganhado uma atenção enorme nas redes sociais, a Gol emitiu uma nota pública. Alega que Pandora teria destruído a caixa e escapado dela durante um “infeliz incidente”. A empresa informa ainda que estava pagando uma equipe profissional de buscas e todas as despesas para que Reinaldo e sua mãe ficassem próximos de Guarulhos para tentar achar o animal.

“Detalhe não tem ninguém da companhia aérea GOL Linhas Aéreas junto com a gente!! Eles pensam que pagar hotel e táxi pra eu e minha mãe fazer panflentagem é muito. Isso é OBRIGAÇÃO GOL Linhas Aéreas! Vocês sumiram com minha filha, dizem que as câmeras não pegam… Como assim GOL Linhas Aéreas? Se não tinha imagens como apareceu!? Me chama atenção aonde a GOL Linhas Aéreas não se mostra interesse em achar minha filha em nenhum momento.. GOL Linhas Aéreas explica aí, onde a caixinha de Pandora foi destruída, explica aí … Vou morar no aeroporto não aceito isso!”, escreveu o garçom numa postagem no Facebook.

Mas no final do ano a Gol parou de reembolsar esses gastos. Reinaldo, que não aceita qualquer tipo de indenização pela “perda” de Pandora, quer encontrá-la de qualquer jeito. Com a ajuda de advogados, o caso foi parar na justiça e a companhia se viu obrigada a continuar custeando por mais 30 dias a estadia do dono da cadela em São Paulo e também, os serviços de busca.

Infelizmente, por causa das fortes chuvas que caíram sobre a capital paulista nos últimos dias, os rastros (cheiros) de Pandora foram apagados e cães farejadores não têm conseguido achá-la.

Reinaldo ainda tem muita esperança de encontrar sua “filha”. Há uma recompensa de R$ 1 mil para quem achá-la. Quem tiver alguma informação pode enviar mensagem e ligar para os seguintes telefones:

– (81) 99611 8997 (só WhatsApp)
– (81) 99241 1983 (só ligações)
– (81) 99591 8818 (ligações e WhatsApp)
– (81) 94682 3154 (ligações e WhatsApp)

Foto: reprodução Facebook Reinaldo Júnior

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Um comentário em “Justiça obriga Gol a manter buscas pela cachorra Pandora e pagar estadia de seu dono em São Paulo

  • 11 de janeiro de 2022 em 9:13 AM
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    Não é o primeiro caso e infelizmente não será o último. Viajar com animais só mesmo em último caso, eles se estressam com a movimentação e o barulho diferente de sua rotina, não compreendem o que está acontecendo. Lamentável isso mas Reinaldo: tenha fé, redes sociais costumam ajudar em casos assim, difícil é conseguirem agarrar a Pandora, problema é esse; porém, tanto empenho e devotamento desse tutor, precisam e merecem
    o final feliz do reencontro e do abraço apertado. Torcendo por vocês.

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