A história de Jason Arday parece o roteiro de um filme. Ela envolve dificuldades, quebras de barreiras e muita, muita determinação e persistência. Aos 3 anos, o menino britânico nascido em Clapham, no sul de Londres, foi diagnosticado com um tipo de transtorno do espectro autista. O prognóstico de especialistas era pessimista: acreditavam que ele precisaria de ajuda durante toda sua vida.
Jason só começou a falar com 11 anos. E só foi conseguir ler e escrever aos 18. Todavia, contra todas as previsões, ele acaba de se tornar o mais jovem negro a fazer parte da corpo docente da Universidade de Cambridge, uma das mais renomadas do mundo.
Aos 37 anos, o agora professor irá dar aulas de Sociologia no Departamento de Educação. Seu principal foco de interesse é aumentar a representatividade de negros, asiáticos e outras minorias étnicas no ensino superior.
“Meu trabalho se concentra principalmente em como podemos abrir portas para mais pessoas de origens desfavorecidas e realmente democratizar o ensino superior”, diz. “Espero que estar em um lugar como Cambridge me forneça a alavancagem para liderar essa agenda nacional e globalmente”.
A oferta da posição em Cambridge é apenas mais uma conquista na vida desse britânico. Ele se formou em Educação Física na Universidade de Surrey. Mas ele queria ir mais longe. “Me lembro que pensava que nunca conseguiria ser um jogador de futebol, então eu tentaria salvar o mundo”.
Trabalhando como professor de dia, ele usava a noite para estudar e escrever artigos acadêmicos. Aos 27 anos concluiu seu PhD. Dois anos depois, conseguiu publicar seu primeiro texto.
“Quando comecei a escrever trabalhos acadêmicos, não tinha ideia do que estava fazendo. Não tive um mentor e ninguém nunca me ensinou a escrever. Tudo o que enviei foi violentamente rejeitado. O processo de revisão por pares era tão cruel que chegava a ser engraçado, mas eu o tratei como um aprendizado e, perversamente, comecei a gostar dele”, afirma.
Jason se junta agora a apenas cinco outros professores negros em Cambridge e se tornará um dos 155 docentes universitários negros no Reino Unido, de um total de 23 mil
Nos anos seguintes Jason trabalhou em duas outras universidades até ser aceito na Escola de Educação de Glasgow, na Escócia, o que o fez um dos mais jovens professores de graduação do Reino Unido.
Desde então, o educador – que só conseguiu a dominar a escrita e a leitura no fim da adolescência – já escreveu diversos livros e é membro de várias importantes organizações britânicas, que têm como foco o combate ao racismo e a luta por mais diversidade na educação.
“Precisamos melhorar o mundo para todos e não somente para alguns. Fazer isso direito é uma arte: requer diplomacia real e todos devem se sentir inspirados para trabalhar juntos. Se queremos tornar a educação mais inclusiva, as melhores ferramentas que temos são a solidariedade, a compreensão e o amor”, acredita.
*Com informações e depoimentos concedidos à Universidade de Cambridge
Fotos: arquivo pessoal Jason Arday/divulgação Cambridge University







Congratulations Teacher Jason Arday for your professionalism and dedication.You are an example of life and victorious. Jesus will take care and for sure we will overcome this rascim all over the world and in Brazil. Different from the color off our skin, we are human beings. Racism is a Crime.
Daniela Brazil