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Japão quer incluir mais uma espécie de baleia, a segunda maior do mundo, na lista de caça permitida

Japão quer incluir mais uma espécie de baleia, a terceira maior do mundo, na lista de caça permitida

A Agência de Pesca do Japão acaba de anunciar que pretende incluir mais uma espécie de baleia na lista daquelas que podem ser caçadas pela indústria baleeira do país. Até agora, dentro da cota estabelecida pelo governo, apareciam as baleias-sei (Balaenoptera borealis), bryde (Balaenoptera brydei) e minke (Balaenoptera acutorostrata).

Segundo a nota divulgada pela agência governamental japonesa, a intenção é adicionar as baleias-fin (Balaenoptera physalus) também na lista. A espécie é a segunda maior existente nos oceanos, atrás apenas da baleia-azul (Balaenoptera musculus). Todavia, o órgão afirma que há uma grande população delas no Oceano Pacífico Norte.

Em 2019, o governo do Japão voltou a liberar a caça comercial de baleias. Durante 30 anos a atividade tinha sido suspensa num compromisso com o resto do mundo. Na época, o país anunciou ainda que deixaria de fazer parte da Comissão Internacional de Baleias (IWC, na sigla em inglês).

De acordo com Yoshimasa Hayashi, secretário chefe do gabinete do governo, que vem de um distrito conhecido tradicionalmente pela pesca de baleias, o Japão apoia o “uso sustentável desses animais como parte da tradição cultural gastronômica”.

“As baleias são um importante recurso alimentar e acreditamos que devem ser utilizadas de forma sustentável, tal como qualquer outro recurso marinho, com base em provas científicas”, afirmou Hayashi durante uma coletiva de imprensa.

Agora haverá uma consulta pública sobre a proposta e em meados de junho deve ocorrer uma decisão final.

No ano passado, 294 baleias-sei, minke e bryde foram mortas por pescadores japoneses. A cota estabelecida para este ano é de 379, entre as três espécies.

Em 1986, a IWC impôs uma moratória global à caça comercial das baleias. No século passado, quase 3 milhões delas foram mortas no mundo todo. Por esta razão, a maioria das espécies estava ameaçada de extinção – umas mais do que outras -, mas todas corriam o risco de desaparecer dos oceanos do planeta.

Apesar das críticas internacionais, o Japão alega que já houve tempo suficiente para a população de baleias se restabelecer e aumentar o número de indivíduos.

Vale lembrar também que o país asiático defende a morte de baleias para “fins científicos”. Em 2018, mais de 300 foram mortas para “pesquisas”. 122 delas eram fêmeas grávidas. Outras dezenas eram jovens demais ainda para se reproduzir. Ano após ano, a alegação é que os animais são “amostras biológicas” que servirão para investigar a estrutura e a dinâmica dos ecossistemas marinhos.

O método utilizado pelos japoneses para capturar as baleias é cruel. Segundo organizações ambientais, elas são mortas com granadas explosivas, colocadas na ponta de arpões. Mas apenas entre 50% e 80% delas morrem instantaneamente, deixando as demais em sofrimento profundo.

*Com informações da Associated Press

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Foto de abertura: Aqqa Rosing-Asvid – Visit Greenland, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

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