Indígena brasileira será a nova Mulher Maravilha da DC Comics

Indígena brasileira será a nova Mulher Maravilha da DC Comics

Uma novidade bombástica para os apaixonados pelas histórias em quadrinhos. Mais ainda, para os brasileiros. A DC Comics anunciou na semana passada uma nova geração de super-heróis e vilões a partir de 2021, e entre eles, está Yara Flor, uma indígena nascida na Floresta Amazônica.

Batizado de DC Future State, as histórias acontecerão em um futuro, 2030, em que nada mais é igual. Gotham City é controlada pelo grupo do mal Magistrate e Batman foi assassinado. Clark Kent encara a rejeição no planeta Terra e vai para Warworld. Todavia, o filho, Jon, assume seu papel de super-herói entre os humanos.

Juntos com eles, Yara Flor faz parte da chamada Família Superman (as outras duas são a Família Batman e a Liga da Justiça). Escolhida para ser a nova Mulher Maravilha, a indígena do Brasil se unirá a Jon para combater o universo de vilões.

O passado de Yara será desvendado aos poucos. Sabe-se que ela migrou para os Estados Unidos.

“Acabaremos descobrindo que existem conexões com as outras tribos amazônicas. Yara tem alguma ligação com as Amazonas, e parte do que vamos descobrir na origem dela é o que ativa sua posição, o que a torna Mulher Maravilha nesta época”, adiantou Jamie S. Rich, diretor do Superman Group ao site americano ING. “Ela é do Brasil, mas foi imigrante da América. Tem também isso elemento de sua história. Mesmo que a vejamos atualmente ativa como Mulher Maravilha, eventualmente descobriremos qual é sua origem – parcialmente ela descobrindo o que isso significa, de onde ela é, por que é ela, como ela se relaciona com Diana , como ela se relaciona com as outras amazonas”.

Indígena brasileira será a nova Mulher Maravilha da DC Comics

Yara Flor, em ação

De acordo com Rich, a indígena ainda tem muito de sua humanidade ‘intacta’. “Diana Prince é uma deusa, então ela está sempre um pouco acima de nós. Esta é uma chance de meio que voltar a algumas das raízes iniciais da Mulher Maravilha, onde Diana estava tentando ser humana e tentando aprender como ser humana. Agora estamos indo para o caminho oposto – como uma humana aprende a ser uma deusa?”, revela.

A DC Comics lançará as novidades a partir de janeiro do ano que vem, em revistas de diferentes formatos e periodicidades.

As histórias serão escritas por um grupo enorme de colaboradores, entre eles, destaque para os roteiristas John Ridley, do filme premiado “12 Anos de Escravidão” e Meghan Fitzmartin, criadora da série “Supernatural”, além da já consagrada Joëlle Jones.

A heroína brasileira ao lado de Jon Kent

A origem da Mulher Maravilha

A personagem Mulher Maravilha foi criada em 1941 pelo casal de psicólogos americanos  Elizabeth e William Moulton Marston. Inspirada na mitologia grega, ela é uma princesa guerreira, da tribo de mulheres Themyscira. No mundo real, ela usa a identidade secreta de Diane Prince. Nos anos 70, a personagem fez bastante sucesso quando foi protagonista de um seriado de televisão.

A guerreira e estrategista é, ao lado de outros super-heróis como Super-Homem e Batman, uma das fundadoras da Liga da Justiça.

No universo da cultura pop, a personagem tornou-se um símbolo do feminismo. O “girl power”.

Em 2016, as Nações Unidas anunciaram que a Mulher Maravilha receberia o título de Embaixadora da ONU pelo Empoderamento das Mulheres e Meninas (leia mais aqui).

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Imagens: divulgação DC Comics

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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