Incêndios na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, podem ter sido provocados por balões

Incêndios na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, podem ter sido provocados por balões

Além do incêndio que devastou 60% do Parque Estadual Juquery, na Grande São Paulo (como contei aqui), outros focos deram trabalho para bombeiros e brigadistas neste domingo, 22/8, e podem ter origem também na queda de balões, desta vez no Rio de Janeiro, na Pedra da Gávea, administrada pelo Parque Nacional da Tijuca.

O primeiro foco de incêndio foi identificado por volta de 8h25, e só foi parcialmente controlado pelo Corpo de Bombeiros, monitores ambientais e brigadistas do parque depois das 17h, devido à dificuldade de acesso aos locais indicados.

Incêndios na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, podem ter sido provocados por balões
Foto: Trilha Transcarioca/Reprodução Instagram

De acordo com a Trilha Transcarioca, no Instagram, o combate foi feito de duas formas: “Pelo ar, com o helicóptero, que joga água nos pontos inacessíveis; e por terra, com os brigadistas, monitores ambientais e bombeiros, mas o fogo estava em uma área muito íngrime, o que dificulta a o combate por terra”.

Foto: Parque Nacional da Tijuca/Divulgação

Drones e balões

Às 19h30, os bombeiros voltaram à Pedra da Gávea, na área voltada para a Barra da Tijuca, no Itanhangá, zona oeste, sem sucesso. De madrugada, por volta das 2h, novo chamado, mas os bombeiros não conseguiram chegar nem com helicóptero. 

Novo chamado às 4h30 de hoje. Quase duas horas depois, os bombeiros informaram que o incêndio tinha sido controlado e já descartavam qualquer perigo de atingir as casas próximas ao local. No entanto, ainda havia pequenos focos de incêndio na área.

Às 7h de hoje, foi iniciado o monitoramento com drones, para tentar identificar melhor os focos e avaliar a situação. A única certeza que se tem, até, agora, é de que não há vítimas.

Ainda não é possível afirmar que os incêndios foram provocados por balões, mas essa é a suspeita dos bombeiros. Vamos aguardar o resultado das investigações.

Denuncie!

Segundo o Corpo de Bombeiros, em geral, o monitoramento de incêndios fica mais intenso entre os meses de julho e setembro, quando a seca é mais intensa, as temperaturas se elevam, chove pouco e a umidade do ar é baixa. “Dependendo do período de estiagem e de faíscas mínimas que sejam, a combustão ocorre rapidamente”, destaca o Parque Nacional da Tijuca em seu Instagram.

Por isso, é importante ficar atento e denunciar focos ou o indicio de qualquer crime, como a soltura de balões. Eis os números para isso no Rio de Janeiro:

– Corpo de Bombeiros: 193;
– Instituto Estadual do Ambiente: (21) 2334-9417;
– Disque-Denúncia RJ: 0300 253 1177 e (21) 2253 1177;
– Aplicativo Disque-Denúncia RJ (veja no Instagram)

Agora, veja um momento do trabalho do Corpo de Bombeiros destacado pela corporação em seu Instagram, que revela a dificuldade de acesso aos focos de incêndio na pedra:

Foto: Reprodução do Instagram/Trilha Transcarioca

Fontes: G1, Trilha Transcarioca, Parque Nacional da Tijuca, Corpo de Bombeiros RJ

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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