Impulsionada por painéis fotovoltaicos em casas e empresas, produção de energia solar atinge novo marco no Brasil

Impulsionada por painéis solares em casas e empresas produção de energia solar bate novo recorde no Brasil

Ano a ano, o Brasil aumenta seu investimento em energia solar. No ranking global que mostra a evolução do setor, em 2017, nosso país aparece em 26o lugar, no ano seguinte passa para a 21a posição e em 2018, ocupa a 16a. Há poucos dias, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) anunciou que nossa capacidade instalada passou dos 7 gigawatts (GW), o equivalente à metade da produção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo.

De acordo com a entidade, as grandes usinas solares respondem por 3 GW dessa capacidade e os outros 4GW são provenientes de painéis solares instalados em residências e empresas. Os consumidores residenciais representam a maior faixa desse total, 72,8%.

Ainda segundo a Absolar, desde 2012, essa fonte de energia renovável já trouxe mais de R$ 35 bilhões em novos investimentos ao país e gerou mais de 210 mil empregos.

Todavia, a energia solar ainda é pouquíssima utilizada no Brasil. A hídrica ainda é responsável por 60% da produção da matriz elétrica brasileira. Outros 25% são gerados por fontes eólica (9%), biomassa (8,4%) e gás natural (8,2%). Em setembro de 2020, apenas 1,4% da energia produzida no país veio da geração eólica.

“Embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua com um mercado solar ainda muito pequeno, sobretudo na geração distribuída. Há mais de 85 milhões de consumidores de energia elétrica no país, porém atualmente apenas 0,5% faz uso do sol para produzir eletricidade”, afirma Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.

No ranking dos estados brasileiros com maior potência instalada para a energia solar aparecem Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul (veja lista completa mais abaixo).

“A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País. O setor solar fotovoltaico trabalha para acelerar a expansão renovável da matriz elétrica brasileira, a preços competitivos. Somos a fonte renovável mais barata do Brasil e ajudaremos o país a crescer com cada vez mais competitividade e sustentabilidade”, ressalta Sauaia.

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Foto: domínio público/pixabay

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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