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Holanda é o primeiro país do mundo a tirar todos os cachorros das ruas: eles foram adotados

Holanda é o primeiro país do mundo a tirar todos os cachorros das ruas: eles foram adotados

A Holanda é conhecida por ser um dos países mais ‘amigáveis para pets’ (pet friendly) do mundo. Praticamente todos os bares e restaurantes aceitam animais domésticos em suas dependências. Mas ela vai além no que se refere ao bem-estar dos cachorros: é o primeiro país a tirar quase dois milhões das ruas e arranjar-lhes um lar

Hoje, é praticamente impossível encontrar um cachorro vagando sem dono pelas ruas de qualquer município. E claro que isso não aconteceu da noite para o dia: levou mais de 100 anos!

Tudo começou quando o governo holandês se uniu a organizações de proteção animal para criar e implementar a primeira lei dos direitos dos animais. Foi um avanço e tanto para uma sociedade que mantinha grupos de extermínio para matar cachorros vadios na rua (!!!) e obrigava todos os donos a colocarem focinheiras em seus cães.

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Com o passar do tempo, a lei original foi sofrendo interferências e tornando as exigências cada vez mais rígidas. Por exemplo: hoje, se alguém é flagrado negligenciando ou maltratando qualquer animal, pode ser penalizado com prisão por cinco anos e ainda pagar multa de 90 mil euros (quase meio milhão de reais!).  

Uma das principais medidas da lei foi a criação de um plano de castração e vacinação chamado CNVR – Collect, Neuter, Vaccinate and Return (coletar, castrar, vacinar e devolver, na tradução livre), tanto para animais em situação de rua como para os que viviam com uma família.

Estudos realizados pela organização Stray Animal Foundation Platform revelam que, a castração de 70% dos animais de um grupo garante o controle dos animais de rua em poucos anos. E a vacinação “em massa” reduz consideravelmente as doenças. 

Outro plano de ação eficaz executado pelo governo foi garantir um lar para todos os cachorros de rua. Paralelamente, a comercialização de animais em lojas ganhou impostos mais altos, o que também incentivou a adoção. Hoje, boa parte dos pets na Holanda é adotada

Nesse país, quem tem animal de estimação precisa registrá-lo junto ao governo. Com o registro, o animal ganha um microchip (obrigatório), instalado na parte de trás da cabeça, o que facilita o encontro do animal com seu dono, caso ele se perca. 

Algumas cidades ainda exigem o pagamento de impostos para aumentar a responsabilidade, o que tem garantido cerca de 100 euros anuais aos cofres públicos. No entanto, essa exigência vem sendo repensada: Amsterdã, por exemplo, já aboliu esse imposto. 

Caso alguém não queira ou não possa mais manter um animal, deve levá-lo para locais específicos onde será recebido, registrado e encaminhado para adoção. Quem for flagrado abandonando seu pet em qualquer local, tem que pagar multa que, dependendo do caso, pode chegar a 16 mil dólares, e ainda corre o risco de ser preso por um ano. 

O abandono no mundo e no Brasil

A máxima ‘o cão é o melhor amigo do ser humano’ não pode ser adotada ao contrário porque os humanos podem ser seus maiores algozes. 

Em 2020, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, havia 200 milhões de animais nas ruas, em todo o mundo. 

Em 2022, o país que mais abandonou seus pets foi a França– 100 mil/ano – e 60% dos casos, em geral, acontece nos meses de verão, ou seja, os franceses saem de férias e seus animaizinhos de estimação deixam de ser bons companheiros.

Segundo a OMS, o Brasil tem cerca de 30 milhões de animais abandonados, sendo 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Em grandes metrópoles, existe um cachorro para cada habitante, mas, desses, 10% estão abandonados. Em cidades menores, no interior, a quantidade de pets abandonados representa ¼ dos seres humanos que vivem nelas.

Fontes: G1, BBC, My Animals e Exame

Foto: Olivia Hutcherson/Unsplash

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