Golfinho robô, idêntico a um real, é alternativa como atração em aquários e parques

Golfinho robô, que imita perfeitamente um natural, é alternativa para atrações de parques e zoológicos

Pelas imagens e vídeos é praticamente impossível notar que estamos diante de um robô e não um golfinho de verdade. Já as pessoas que estiveram pessoalmente ao lado do “animal” também afirmam que ele reproduz seus movimentos e sons de maneira perfeita.

O robô-golfinho foi desenvolvido por uma empresa da Nova Zelândia, a Edge Innovations, especializada em “animatrônicos”, animais computadorizados que reproduzem aqueles da vida real. A companhia é responsável por personagens famosos do cinema, como Flipper e Free Willy.

E o mais recente projeto da Edge Innovations são os golfinhos-robôs, que podem tomar o lugar dos cetáceos mantidos em cativeiro em parques, aquários e zoológicos do mundo inteiro.

Nos últimos anos, esses estabelecimentos têm sofrido forte pressão para que deixem de exibir animais como atrações. Cada vez mais fica claro que é inadmissível permitir que essas espécies marinhas, de grande porte, fiquem aprisionadas em aquários, sua vida inteira, passando por treinamentos que, muitas vezes, envolvem maus-tratos e crueldade.

“Os animatrônicos são uma alternativa para reinventar a indústria de entretenimento marítimo com um futuro sustentável, seguro e lucrativo”, afirmam os responsáveis pelo novo projeto da Edge Innovations.

Golfinho robô, idêntico a um de verdade, é alternativa para atrações de parques e zoológicos

A companhia já fez alguns testes-pilotos com um golfinho, que deverá ser usado em um parque na China. Em uma piscina, reuniu crianças e adultos para interagir com o robô, que nadou junto a eles e também, “conversou”.

Com tecnologia que incorpora inteligência artifical, os animais são controlados remotamente.

O único senão do projeto até este momento é o preço de cada robô-golfinho, estimado em NZ$ 40 milhões, cerca de R$ 130 milhões. Mas quando se coloca no papel o lucro que tem parques como Sea World ou Disney, esse custo não parece ser alto.

Em cativeiro, um golfinho vive, em média, 20 anos. Na natureza, ele pode chegar até aos 50. A espécie gosta de estar em grupos e nada aproximadamente 60 km por dia.

Sem dúvida nenhuma, os robôs seriam uma ótima alternativa para substituir o uso de animais reais. Apesar de não serem “de verdade”, muitos especialistas defendem que é importante a interação dos seres humanos com esses animais, mesmo que robóticos, para que possamos conhecê-los melhor e lutarmos pela sua preservação.

Assista abaixo o vídeo dos primeiros testes realizados pela Edge Innovations:

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Fotos: divulgação Edge Innovations

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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