A gente não quer só comida! Quer artesanato da economia solidária também

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O Mercado Municipal Paulistano, conhecido como Mercadão, agora abriga também uma Feira de Artesanato da Economia Solidária. Toda semana, às sextas, sábados e domingos é possível encontrar – entre as barracas de queijos, hortaliças, frutas e outros itens de alimentação – produtos como peças de vestuário, decoração, adereços e acessórios de moda, brinquedos, produtos de encadernação como agendas, blocos e cadernos.

A iniciativa já aconteceu em meses anteriores no local, de forma esporádica, e desde a semana passada tornou-se atração fixa. Os empreendedores são especializados em técnicas como fusão de vidro, marcenaria, costura, tear e crochê. A proposta é fortalecer e dar visibilidade ao trabalho de coletivos da Rede Artesanato Solidário SP, integrados ao Projeto Economia Solidária SP Como Estratégia de Desenvolvimento.

Ação da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo (SDTE) em parceria com a União de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil), o Projeto vem se desenvolvendo desde dezembro de 2014 e tem como objetivo consolidar uma política pública municipal por meio do acompanhamento e da realização de processos formativos que impulsionem as atividades de empreendimentos e redes de economia solidária.

“A Feira de Artesanato da Economia Solidária no Mercadão é parte da estratégia municipal da nossa secretaria e visa incentivar a geração de trabalho e renda dos artesãos e artesãs que participam da Rede Artesanato Solidário SP. Ao mesmo tempo, a iniciativa também se desenha como uma possibilidade de transformar o Salão de Eventos do Mercadão, mercado mais famoso da cidade, em um ponto fixo e de referência da Economia Solidária e do artesanato paulistano. A ideia é que os visitantes do Mercadão não só venham pela famosa parte da alimentação, mas que também possam conhecer a Economia Solidária e contribuir com esta forma de economia”, define a Coordenadora de Desenvolvimento Econômico da SDTE, Alessandra Rosa.

Participei ativamente desse projeto da Secretaria, em 2015, com a produção de estratégias e produtos de comunicação e a realização de oficinas junto aos coletivos. Foi feito mapeamento dos empreendimentos de economia solidária em atuação em São Paulo e em municípios vizinhos, que se articularam em seis redes nas áreas de alimentação, costura, artesanato, economia das culturas, ecoturismo e cooperativismo social, mobilizando centenas de empreendimentos e entidades de apoio e comercialização.

Após o mapeamento e a constituição dessas redes, foi criada a Incubadora Pública de Empreendimentos Econômicos Solidários, coordenada pela SDTE. Suas linhas de ação incluem cursos de qualificação, assessoria para criação, estruturação e consolidação de empreendimentos; assessoria técnica em áreas como associativismo, cooperativismo, gestão financeira, contábil, econômica e jurídica, organização da produção, desenvolvimento de produtos, comercialização, formação de redes e cadeias produtivas; constituição de espaços de intercâmbio e de redes solidárias de produção, consumo, comercialização, conhecimento e informação; apoio à pesquisa, inovação, desenvolvimento e transferência de tecnologias aplicadas; articulação de parcerias e apoio no processo de acesso às políticas públicas e linhas de crédito.

A produção da Rede Artesanato Solidário SP, que pode ser conferida semanalmente no Salão de Eventos do Mercadão, hoje é composta por 29 empreendimentos e empreendedores, 19 entidades de apoio e 10 entidades de comercialização, e se estruturou partindo da necessidade de estabelecer uma identidade para o artesanato no município de São Paulo. Os grupos se revezam a cada edição da Feira, que acontece sempre às sextas e sábados das 9h às 16h e aos domingos das 9h às 15h.

Quer ficar por dentro da agenda de eventos desse projeto em São Paulo? Acesse a Agenda Integrada da Economia Solidária.

Foto: Divulgação/SPTuris

Mônica Ribeiro

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colabora com a revista Página 22, da FGV-SP e com a Plataforma Parceiros Pela Amazônia, e atua nas áreas de meio ambiente, investimento social privado, economia solidária e negócios de impacto, linkando projetos e pessoas na comunicação para um mundo melhor

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