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Fundação Bloomberg aumentará investimento em ações da ONU de combate à crise climática, após saída dos EUA do Acordo de Paris

Fundação Bloomberg fará maior investimento em ações da ONU de combate à crise climática, após saída dos EUA do Acordo de Paris

A fundação do empresário, filantropo e ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, declarou na quinta-feira (23/01) que irá ampliar o financiamento às Nações Unidas para ações de combate à crise climática. O anúncio se dá após o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter retirado, pela segunda vez, o país do Acordo de Paris, como já havia prometido durante sua campanha à reeleição.

Segundo o comunicado divulgado pela Bloomberg Philanthropies, a entidade, juntamente com outras instituições, irá garantir os recursos que anteriormente eram alocados pelo governo norte-americano à Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), um tratado internacional resultante da Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Só no ano passado, o repasse dos Estados Unidos representou pouco mais de 20% do total arrecadado pela agência.

“De 2017 a 2020 [primeiro mandato de Trump], durante um período de inação federal, cidades, estados, empresas e o público enfrentaram o desafio de manter os compromissos da nossa nação – e agora estamos prontos para fazer isso de novo”, disse Bloomberg, que também é Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para Ambição e Soluções Climáticas. “Mais e mais americanos tiveram suas vidas destruídas por desastres causados ​​pelo clima, como os incêndios destrutivos que assolam a Califórnia.”

O filantropo ressalta ainda como os Estados Unidos estão se beneficiando economicamente dos investimentos feitos nos últimos quatro anos em energia limpa. “O povo americano continua determinado a continuar a luta contra os efeitos devastadores das mudanças climáticas. A Bloomberg Philanthropies fez investimentos significativos para capacitar líderes locais, fornecendo às empresas os dados para rastrear emissões enquanto impulsiona o crescimento econômico e constrói coalizões entre os setores público e privado. Agora, o papel da filantropia em impulsionar ações locais, estaduais e do setor privado é mais crucial do que nunca — e estamos comprometidos em liderar o caminho.”

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A Bloomberg Philanthropies cita um estudo do Centro de Sustentabilidade Global da Universidade de Maryland apontando que ações climáticas ambiciosas de cidades, estados, empresas e outras instituições locais dos Estados Unidos podem ajudar o país a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa de 54% a 62% até 2035, mesmo sem ações climáticas federais.

Assim como aconteceu nas Conferências do Clima (COPs), realizadas durante o primeiro mandato de Trump, Bloomberg financiou a participação de líderes climáticos dos EUA nos eventos. É o que pretende fazer mais uma vez nos próximos quatro anos.

“A filantropia dos Estados Unidos, juntamente com milhões de americanos, cidades e estados em todo o país, está se intensificando, reconhecendo os enormes benefícios da ação climática, a necessidade de prosseguir a transição para uma economia de carbono zero e os custos devastadores da inação”, afirma Laurence Tubiana, economista francesa e CEO da European Climate Foundation.

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Foto de abertura: reprodução Facebook Michael Bloomberg

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