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Fotógrafo registra o belo beija-flor-de-cauda-espátula, espécie rara da Amazônia peruana

Fotógrafo registra o belo beija-flor-de-cauda-espátula, espécie rara da Amazônia peruana

fotógrafo de vida selvagem costa-riquenho, Álvaro Cubero, já documentou a biodiversidade em mais de trinta países da América do Sul e da África, onde vive há nove anos promovendo expedições fotográficas. Mas, recentemente, na bacia do rio Utcubamba, no norte do Peru, ele viveu um momento que refletiu tudo que aprendeu em sua longa carreira. 

Munido de muita paciência (foram muitas horas de observação só nesse dia: das 5h até depois das 15h), preparo físico, habilidade técnica, conhecimento da fauna local e um pouco de sorte – numa floresta escura e enevoada –, ele registrou uma espécie muito difícil de avistar, considerada imprevisível: o beija-flor-de-cauda-espátula (Loddigesia mirabilis).

Em busca de uma ave singular

Conhecido também como beija-flor-sílfide ou colibri-de-espátula, da famíliaTrochilidaeendêmica da região amazônica peruana, única do gênero Loddigesia. Pequenino, ele tem uma cauda única, com duas longas penas em forma de espátula, que podem mudar de cor e se mover de forma independente. É uma das aves mais singulares do mundo, que emocionou Álvaro: era a primeira vez que ele a via.

“A espécie de beija-flor mais incrível que já vi!”, declarou em seu Instagram. “É o endemismo em sua expressão máxima, vivendo apenas ao redor de um pequeno rio no norte do Peru, na Amazônia. Não tenho o material que desejava, mas voltarei para mais…”.

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Fotógrafo registra o belo beija-flor-de-cauda-espátula, espécie rara da Amazônia peruana
Foto: Álvaro Cubero
Fotógrafo registra o belo beija-flor-de-cauda-espátula, espécie rara da Amazônia peruana
Foto: Álvaro Cubero

Há vários dias, Álvaro perambulava por áreas específicas da Amazônia naquele país, no encalço desta ave quase mítica.

O fotógrafo visitou locais onde havia alimentadores para beija-flores e plantas que atraem a espécie, e contou à revista Austerra: “O pássaro chegou às flores que precisávamos para a fotografia. Em todas as horas que estivemos lá, ele só apareceu duas vezes. Definitivamente testou nossa paciência”.

Em segundos, a ave pousou em um galho, mas logo voou, apresentando alguma dificuldade, observou: “Como se o tamanho de sua cauda fosse um fardo”. Mesmo assim, flutuou no ar. Era um macho.

“A cauda emplumada dessa espécie é vital para impressionar as fêmeas. Faz parte da dança do acasalamento”, explica, lembrando que este beija-flor macho chamou sua atenção devido às suas cores mais vivas e marcantes, que o destacaram em meio à nevoa e à escuridão da floresta.

Fotógrafo registra o belo beija-flor-de-cauda-espátula, espécie rara da Amazônia peruana
Foto: Álvaro Cubero

Álvaro pensa em retornar à Amazônia para, com sorte, registrar o beija-flor-de-cauda-espátula mais uma vez. E destaca que o encontro com essa ave tão especial lhe ensinou que, “por mais que um momento pareça imperfeito”, não deve ser subestimado pois sempre tem “significado e importância”. E que “até mesmo uma pequena espécie pode exigir muito tempo de dedicação”.

Foto: Álvaro Cubero
Foto: Álvaro Cubero

Turismo fotográfico

Álvaro conta que, na Costa Rica, transformou a fotografia em ferramenta de conservação da natureza, como é comum entre os fotógrafos de vida selvagem. Mas foi além.

Nas florestas de seu país natal ele também vislumbrou o turismo fotográfico para o qual direcionou sua carreira. Na verdade, ele combina suas paixões pelo meio ambiente e pela fotografia com expedições guiadas

É uma espécie de consultor de viagens, que conecta pessoas com a vida selvagem por meio da fotografia. Ele organiza todo o itinerário, conforme o gosto e interesse do cliente, seja ele fotógrafo profissional ou amador, oferecendo workshops durante os quais ensina a retratar a natureza na prática.

“As pessoas me procuram para me contar sobre um animal ou lugar que realmente têm interesse em conhecer. Meu trabalho é fazer isso acontecer, garantindo que tudo corra bem na viagem e, claro, que as melhores fotos possíveis sejam tiradas”.

E Álvaro acredita que, esse trabalho, é uma importante forma de conscientização sobre a conservação dos ecossistemas, já que o ecoturismo fortalece a economia de uma determinada área, além de possibilitar que as espécies que vivem nesses habitats continuem existindo.

A seguir, assista ao vídeo que Alvaro produziu, que revela o harmonioso movimento do beija-flor-de-cauda-espátula:

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Com informações da revista Austera e do Instagram de Alvaro Cubero

Fotos: Alvaro Cubero

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