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“Foi um encontro carregado de significado”, diz Marina Silva sobre conversa com Greta Thunberg e outras jovens ativistas, em Davos

"Foi um encontro carregado de significado", diz Marina Silva sobre conversa com Greta Thunberg e outras jovens ativistas, em Davos

“Foi um encontro carregado de significado, muito tocante para mim”, declarou ontem, Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, depois de se reunir com Greta Thunberg e outros jovens ativistas ambientais, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, do qual participa desde o primeiro dia.

“É muito bom verificar que temos uma terceira geração de ativistas, diferentes da gente, que agia isoladamente na floresta, protegendo a floresta com nossos próprios corpos”, acrescentou.

Segundo a ministra, o encontro breve (que aconteceu fora do Fórum porque as ativistas não tinham acesso ao evento) versou sobre o papel de autoridades, governos e empresas na proteção do meio ambiente.

Greta falou pouco e, em nome do grupo, entregou-lhe uma carta com reivindicações, principalmente referentes ao combustíveis fósseis, dirigido a vários países, não apenas ao Brasil. Uma ‘saia justa’ para o nosso país, visto que uma de suas forças econômicas é a Petrobras. E a ministra esclareceu:

“As cobranças não foram especificamente dirigidas a mim, mas eles pedem que reduzam a emissão de CO2, que acabe com desmatamento, proteja povos indígenas, que acabe com o garimpo ilegal e que proteja o futuro das gerações presentes e futuras”.

Feliz com o encontro e inspirada pela atuação das jovens ativistas, Marina também falou sobre sua juventude e a trajetória como ativista ambiental.

"Foi um encontro carregado de significado", diz Marina Silva sobre conversa com Greta Thunberg e outras jovens ativistas, em Davos
Marina, Greta e outras jovens ativistas ambientais, de origens diversas / Foto: Sergio Moura/SECOM

Esta semana foi bastante agitada para as duas líderes, que foram destaque na mídia mundial.

Marina, devido à sua presença marcante no Fórum, no qual teve a oportunidade – junto com o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, também – de falar da política ambiental do governo Lula e dos avanços já realizados em apenas duas semanas, como o restabelecimento do Fundo Amazônia.

E Greta, porque foi presa pela polícia alemã durante protesto contra a demolição de uma vila perto da cidade de Luetzerath, para a reativação de uma mina de carvão, como contamos aqui. As imagens de sua detenção viralizaram rapidamente nas redes sociais. Ela foi liberada logo após identificação.

A última participação da ministra do meio ambiente e mudança do clima no Fórum Econômico Mundial se deu ontem também, em um debate sobre bioeconomia. O evento deste ano, cujo tema é Cooperação em um Mundo Fragmentado, termina hoje e reúne representantes da elite econômica e política do mundo.

Foto: Sergio Moura/SECOM

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