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Vídeo na Flórida flagra captura de uma raia-manta gigante para envio a aquário

Flagrante na Flórida mostra captura de uma raia manta gigante para envio a aquário de Abu Dhabi

Foi tudo muito rápido. E revoltante. O vídeo foi feito no dia 12 de julho, próximo à Praia da Cidade do Panamá, na Flórida (EUA). Em uma embarcação, cinco homens pescam uma raia-manta gigante (Mobula birostris) e a colocam dentro de um tanque de água. Os protestos feitos por Denis Richard, CEO da operadora de turismo Water Planet USA – Dolphin Swim, responsável pela filmagem, de nada adiantaram. E depois se descobriu que a operação toda tinha a permissão de autoridades para ser realizada (assista ao vídeo mais abaixo).

Segundo uma matéria publicada pelo jornal Orlando Sentinel, a captura da raia manta gigante foi autorizada pela Comissão de Pesca e Vida Selvagem da Flórida, através de uma licença especial para “fins educacionais, de exibição e de pesquisa com o objetivo de aumentar o conhecimento e a conscientização do público sobre os recursos marinhos da Flórida”. Nesse caso, o objetivo é que o animal fosse enviado para o SeaWorld Abu Dhabi, que se intitula o “o maior parque marinho do mundo”.

Entre 2019 e 2022, o órgão da Flórida emitiu 17 autorizações para aquários da França, China e Emirados Árabes Unidos.

“Indignado com isso? Você deveria estar. Este vídeo mostra uma raia-manta gigante – perfeitamente saudável – capturada perto da Praia da Cidade do Panamá sob uma licença do SeaWorld. É de partir o coração e inaceitável”, compartilhou a Water Planet em suas redes sociais, ao divulgar o vídeo. “Vida selvagem tratada como acessórios de aquário”, denuncia a empresa.

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Ainda de acordo com a reportagem do Orlando Sentinel, o aquário do Oriente Médio teria contratado uma empresa da Flórida para capturar a raia-manta. O estado é o único do país que permite a pesca dessas criaturas majestosas, que podem chegar a ter até 8 metros de envergadura e pesar mais de 3 toneladas. São classificadas como ameaçadas de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Esses animais apresentam uma reprodução bastante lenta: se reproduzem apenas uma vez a cada três a cinco anos, após uma gestação de 12 a 13 meses, gerando somente um ou dois filhotes.

As mantas estão entre os maiores peixes dos oceanos. Encontradas em águas mornas de regiões tropicais e subtropicais, em pequenas populações, são animais difíceis de serem estudados. Vivem no mar aberto, em águas profundas e seu comportamento ainda é pouco conhecido. Como parte de sua migração, nadam milhares de quilômetros – ou seja, a vida em cativeiro só pode ser cheia de sofrimento e dor.

SeaWorld: histórico de mortes de animais

No final de junho, o SeaWorld anunciou a morte de mais uma orca – 44 delas já morreram nas últimas décadas nesses parques dos Estados Unidos. A fêmea Kamea tinha apenas 11 anos e tinha nascido e passado a vida inteira em cativeiro.

De acordo com a organização Whale & Dolphin Conservation USA, na vida selvagem orcas macho vivem, em média, 30 anos, e fêmeas 46 anos, mas podendo chegar até os 80 ou 90. Dezoito desses cetáceos ainda são explorados em parques do SeaWorld – além de San Diego, existem outros dois no país, um em Orlando (Flórida) e outro em San Diego (Califórnia).

O SeaWorld faz parte do grupo internacional United Parks & Resorts. 

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Foto de abertura: reprodução vídeo Water Planet USA

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