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Especialistas alertam sobre a morte de dezenas de ‘bald eagles’, vítimas da gripe aviária: águia é símbolo dos Estados Unidos

Especialistas alertam sobre a morte de dezenas de 'bald eagles', vítimas da gripe aviária: águia é símbolo dos Estados Unidos

Desde fevereiro, autoridades americanas acompanham um novo surto de gripe aviária no país. Mais de 20 milhões de aves, principalmente frangos e perus, morreram nos últimos meses. Apesar de não ser perigosa para os seres humanos, entre esses animais a doença é altamente letal. O vírus já foi registrado em pelo menos 25 estados americanos. Por ser transmitido através de secreções nasais, saliva e fezes, em grandes fazendas de produção de aves fica impossível conter a disseminação do vírus e a única solução é o sacrifício quando é detectado algum caso da doença. Mas agora especialistas fazem um novo alerta: também estão aparecendo mortas “bald eagles“, a famosa águia-branca-americana.

Até este momento, foram relatadas as mortes de mais de 40 águias. Todavia, o número pode ser maior, já que elas vivem na natureza e os óbitos podem não estar sendo percebidos.

Este não é o primeiro surto de gripe aviária que ocorre nos Estados Unidos. Em 2015, mais de 50 milhões de animais foram abatidos. As aves migratórias, principalmente as aquáticas, como patos e gansos, são apontadas como as principais responsáveis pela transmissão da doença, causada por um vírus da gripe tipo A, o H5N1, considerado altamente contagioso.

Embora pareçam ter um sistema imune resistente à gripe e permanecerem assintomáticas, o mesmo não acontece com galinhas, perus, faisões, codornas e outras aves domesticadas. Poucos dias após a contaminação pelo vírus, os sintomas já ficam visíveis, como paralisia e inchaço de partes do corpo, e vários órgãos param de funcionar. A taxa de mortalidade chega a 90%.

Teme-se que a morte das águias, justamente agora na primavera americana, época do período de reprodução, possa afetar a população da espécie. Na década de 60, essa ave majestosa, símbolo dos Estados Unidos, beirou a extinção. Restavam pouco mais de 400 ninhos em todo o país. Seu principal inimigo era o pesticida DDT, que dez anos depois foi proibido e assim, juntamente com esforços de conservação, a águia-branca-americana começou a aumentar seus números.

A águia-branca-americana

Apesar de em inglês a espécie Haliaetus leucocephalus ter o nome de águia-careca, ela possui penas em todo corpo (são aproximadamente 7 mil) . O termo “bald” vem da palavra do inglês arcaico “balde”, que originalmente significava branco. Era a “águia da cabeça branca”.

Em geral, essa ave vive próximo a rios e lagos. Ela se alimenta basicamente de peixes, mas também pode comer outros animais, como pequenos mamíferos (esquilos, guaxinis e coelhos), e até, aves aquáticas.

As águias, assim como outras aves de rapinas, possui um bico curvo que serve para despedaçar suas presas.

Para conquistar seus parceiros, a espécie tem um ritual de cortejo especial, em que mostra sua força e agilidade. Aproximadamente de 5 a 10 dias, após a cópula, a fêmea coloca os ovos e o período de incubação dura cerca de 35 dias.

Especialistas alertam sobre a morte de dezenas de 'bald eagles', vítimas da gripe aviária: águia é símbolo dos Estados Unidos

Em pleno voo: envergadura das asas pode chegar a 2,5 metros

A águia-americana tem um parceiro para a vida toda. Uma vez que um macho e uma fêmea tenham acasalado e procriado juntos, serão um casal para sempre.

Na vida selvagem, entre 70% e 80% das águias morrem antes de se tornarem adultas, por volta dos cinco anos. Aquelas que conseguem passar dessa fase, podem viver em torno de 20 a 25 anos. Em cativeiro, entretanto, a espécie sobrevive muito mais tempo – 40 ou 50 anos -, por estar em um ambiente seguro, ter alimentação garantida e cuidados veterinários.

*Com informações do jornal The New York Times

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Fotos: domínio público/pixabay

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